Ymir

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A princípio foi só uma faísca de Musspell a atravessar o imenso vácuo de Ginnungagap e alcançar o outro lado, no gelo de Niflheim.

O gelo imemorial derreteu-se infimamente, sem qualquer tipo de preocupação. Pobre inconsciente…

Do reino de Surtr começou a vir um ataque lento, mas incessante. A língua de fogo lambia o gelo, transformava-o em água, dessa então em vapor, e assim foi por incontáveis eras…

Ymir

Até que algo, como que há muito soterrado pelo gelo e adormecido, esperando o dia de ver novamente o brilho e o calor da vida, surgiu no meio do Ginnungagap: e o nome que foi lhe dado era Ymir, o Gigante Primordial; a primeira vida do Universo.

Ymir gera um casal de gigantes de suas axilas e outro da união de suas pernas (Thrudgelmir). Thrudgelmir gera Bergelmir (e dele descendem os gigantes). Paralelo a Ymir surge Audhumla, e de suas tetas, corriam quatro rios (que alimentavam Ymir).

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E assim, com esse choque de forças opostas, surgiu aquele que dominaria o espaço até que três irmãos nascessem e lhe tomassem o “reinado”, para a criação de nossa Midgard, bem como a divisa de outros mundos: Vili, Vê e Odin, que dos restos mortais de Ymir fizeram o que conhecemos. De seu crânio, a abóbada celeste, de seus ossos e carne terra e montanhas, de suas sobrancelhas a divisa com Jotunheim, de seu sangue rios e mares.

Odin, Vili e Ve matando Ymir

Odin, Vili e Ve matando Ymir

Alguns veem Ymir como uma criatrura má. Mas é mais digno a ver como uma criatura que teve sua vida, mas em algum momento precisou ser superada (aufgehoben), para que as outras vidas que queriam também ocupar essa vasta Yggdrasil pudessem sobreviver. Não há “bondade” ou “maldade”: apenas superação (aufhebung) e necessidade.

{Black Berserker}