Entre elfos e ancestrais: Um estudo sobre os álfar através da literatura e cultura germânicas

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Sonne Heljarskinn

 

 “O meio ambiente e a paisagem perderam sua inocência e misticismo. A racionalidade do homem moderno e sua constante exigência de entendimento e explicação constituem os maiores obstáculos para nossa compreensão do mundo de ideias de nossos primeiros ancestrais”.

 (Stefan Brink, 2013: 22)

 

ABSTRACT: The present work has as its objective to analyze, in the Eddic documentation (both poetic and prose), medieval texts about the pre-Christian Scandinavian culture as well as, with more recent studies, especially that of Hilda Roderick Ellis, the problem of the origins, the meaning and the worship of the álfar (elves), in special among the germanic peoples of Scandinavia. It intends to present a few points of evidence about its relevance to the people that worshiped them, as well as the differences among the different peoples, as well as an etymological analysis of the words related to the álfar in the ancient Scandinavian culture. Considering the difficulties in the analysis of an orally transmitted culture when it is crystallized into written language, this study proposes thusly to express the similarities between the elves and other elements in those cultures, such as the Dísir and the ancestor worship. In this way, we show, following the line of scholars such as Ellis and Turville-Petre, the similarities existing between these aspects of the heathen Scandinavian culture that are usually taken as divergent among themselves.

Keywords: literacy in Scandinavia, elves, álfar, ancestral worship.

RESUMO: O presente texto tem o objeto de analisar, na documentação das Eddas (em prosa e poética), textos medievais sobre a cultura escandinava pré-cristã, bem como em estudos mais recentes, principalmente o de Hilda Roderick Ellis, o problema da origem, do significado, e do culto aos álfar (elfos), em especial nos povos germânicos da Escandinávia. Busca apresentar alguns pontos que evidenciem sua importância para os povos que os cultuavam, bem como as diferenças perante os povos próximos, além de uma análise etimológica das palavras relacionadas aos álfar na antiga cultura escandinava. Tendo em vista as dificuldades ao se analisar uma cultura transmitida oralmente quando esta é cristalizada na língua escrita, este artigo propõe então a destacar as semelhanças dos elfos com outros elementos da cultura dos povos do norte europeu, como as Dísir e o Culto aos Ancestrais. Dessa maneira, evidenciamos, seguindo a linha de estudiosos como Ellis e Turville-Petre, as semelhanças que existem entre aspectos da antiga cultura pagã escandinava que geralmente são tomados como divergentes e sem associação entre si.

Palavras chave: letramento na Escandinávia, elfos, álfar, culto aos ancestrais.

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“Ah… mas e o Valhalla”: Equívocos Sobre o Pós-vida Heathen e o “Quase Monoteísmo” Odinista

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Texto enviado por Sonne Heljarskinn

É totalmente natural que, quando passamos para o heathenism, tragamos muitos vícios de nossa visão de mundo cristã. Não se sinta ofendido: somos uma minoria entre uma esmagadora e enraizada sociedade moldada sob parâmetros católicos ou cristãos. Eu e você, todos nós, possuímos, em maior ou menor grau, em pontos diferentes, resquícios desse modo de ver o mundo dos cristãos. Aqui eu quero comentar sobre dois fenômenos que vejo muito em comentários na internet: prender-se a uma visão metafísica de Valhalla e um quase “monoteísmo” de Odin.

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Pós-vida de acordo com nórdicos e germanos

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Monte tumular por defcombeta, no Deviantart.

Por Sonne Heljarskinn

Para onde as pessoas iriam depois de mortas? Comumente dizem apenas “Valhalla” ou “Hel”, mas veremos aqui que as coisas não eram bem simples assim.

A ideia mais comum era que os mortos permaneceriam nas próprias tumbas, por isso se explica que muitos eram enterrados com fortunas, escravos, alimentos, animais, etc. Ou que essa tumba servisse de ligação com o Hel, onde a alma descansava separada do corpo. Além disso, há que se mencionar:

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