A lareira proto-indo-europeia

Por David Fickett-Wilbar (Ceisiwr Serith) em inglês, no site da ADF.
Tradução de Seaxdēor

“Vamos orar com um bom fogo”. (Rig Veda (1.26.9))

A importância do fogo na religião indo-europeia (IE) é assegurada pelas línguas IE, por meio de cognatos como o hitita hashsha, “lareira” [hearth, fireplace], latim ara, “altar”, e sânscrito asa, “cinzas” [ashes] (Polome, 1982, pág. 392). Um altar, para os IEs, era um fogo, e um fogo poderia ser usado como um altar. Os IEs não viram um fogo como uma única coisa, no entanto, distinguindo vários tipos. Este artigo irá explorar esses tipos, propor e modelo original proto-indo-europeu (PIE) para eles, e fazer sugestões para aplicar esta informação ao ritual da ADF. Continue a ler “A lareira proto-indo-europeia”

Guardiões Limiares: Dūrupālas

Por Wōdgār Inguing, originalmente postado em Sundorwīc
Tradução de Seaxdēor

Erik Lacharity publicou recentemente um artigo em sua página, Allodium Francorum, que fornece informações sobre deidades francas das entradas (doorway), Francus e Vassus. Este artigo, embora arraigado no modelo franco, fornece um modelo viável para reconstruir um culto limiar (threshold) anglo-saxão paralelo, utilizando Hengest e Horsa nesse papel. Embora fosse supérfluo andar forte demais onde Allodium Francorum já pisou, há alguns paralelos que devem ser abordados sobre o que pode avançar a nossa compreensão deste culto. Continue a ler “Guardiões Limiares: Dūrupālas”

Fylgjur: espíritos guardiães e mães ancestrais

Publicado originalmente em Lady of the labyrinth.
Traduzido por Seaxdēor. 

O tema da fylgja na literatura nórdica

Resumido e traduzido [para o inglês] por Maria Kvilhaug da dissertação da Professora Else Mundal: “Fylgjemotiva i norrøn litteratur” (Universitetsforlaget, Oslo, 1974).

Resumo da tradutora – As fylgjur, como geralmente aparecem em sagas e poesia islandesas

Fylgja = Nórdico antigo para “seguidora” (feminino singular) Continue a ler “Fylgjur: espíritos guardiães e mães ancestrais”

Juramentos, Mæġen e Hamingja

Publicado originalmente por Sarenth Odinsson.
Tradução de Seaxdeor.

“Manter sua palavra é uma das coisas mais importantes que você pode fazer. Depois de quebrar a sua palavra, é difícil recuperar essa confiança. Às vezes, é quase impossível.” – Meu pai

Deve haver pouco mais de ser dito sobre os juramentos e o ato de fazê-los. Hoje em dia faço excessivamente poucos juramentos. Isso não é porque eu não sou confiável ou evito compromissos, mas porque os juramentos carregam mæġen própria, e junto com esse poder vinculativo, a mæġen dos outros e das outras partes. Esta mæġen afetará as comunidades as quais eu e eles estão ligados através da Hamingja. Continue a ler “Juramentos, Mæġen e Hamingja”

O debate estranhamente revelador sobre um bordado da Era Viking

Uma descoberta arqueológica levantou questões sobre a influência dos muçulmanos sobre a Europa.

Publicado em The Atlantic. Tradução de Seaxdeor.

Uma pesquisadora de uma universidade sueca diz que as roupas de enterro nórdicas têm a palavra “Allah” e algumas pessoas realmente querem acreditar nela. Continue a ler “O debate estranhamente revelador sobre um bordado da Era Viking”

Culto aos Ancestrais: Trabalhar com o Passado para Aperfeiçoar o Futuro

Este texto é o segundo capítulo de “The Way of the Orisa: Empowering Your Life Through the Ancient African Religion of IFA” de Philip John Neimark.
Tradução de Seaxdēor.

Nota do tradutor:

Sim, este é um texto de uma religião africana. Todavia, a Ásatrú e o paganismo germânico de maneira geral carecem de um texto sobre o assunto. O culto ancestral foi algum comum em vários povos animistas pré-cristãos. Tirando muito pouca coisa evidente por si mesma e que é relativa ao conteúdo das religiões africanas (como a reencarnação que é uma ideia desconhecida dos povos germânicos), esse texto serve como um grande auxílio àqueles que buscam uma forma de honrar seus ancestrais na atualidade, pois a maioria das noções expressas é realmente pagã em sua essência.

Continue a ler “Culto aos Ancestrais: Trabalhar com o Passado para Aperfeiçoar o Futuro”

Estabelecendo um local sagrado

Post original por Frankendom, Musings on Frankish Sido em inglês.
Tradução por Seaxdēor

Há um episódio no Liber Historiae Francorum, um trabalho anônimo detalhando a história semilendária dos francos datada do ano 727, que menciona o rei Clovis escolhendo um lugar para construir uma igreja dedicada ao apóstolo Paulo. Continue a ler “Estabelecendo um local sagrado”

O “Valknútr” não existe

Postado originalmente em Brute Norse, em inglês. Tradução para o português por Seaxdēor. É falso, é uma farsa. O valknut, sendo um trambique não só do estudo da religião nórdica, mas também do Heathenry moderno e do neopaganismo, é realmente um termo totalmente falacioso: não há evidências de um “nó dos mortos” em qualquer fonte nórdica. Nunca é mencionado em qualquer lugar. Mais importante: nenhuma evidência … Continue a ler O “Valknútr” não existe

Wiccatrú: ou, “Uma das coisas que a Ásatrú não é”

Por Esteban Sevilla, goði do Kindred Irminsul da Costa Rica, em espanhol.
Tradução para o português de Seaxdēor.

A Wicca Nórdica

A respeito deste tipo de Wicca não há muito o que dizer a seu favor. A Wicca é uma crença misteriosa e cerimonial. A Wicca Nórdica é uma mescla de Wicca e Ásatrú. A Wiccatrú pretende mesclar os procedimentos rito-cerimoniais tradicionais da Wicca com alguns deuses do panteão nórdico-germânico que possam ter um arquétipo que substitua o “Deus e a Deusa”, ou “A Deusa Tríplice”. Alguns desses sincretismos poderiam encaixar-se como: Deus e Deusa/Freyr e Freyja ou Deusa Tríplice/Frigg, Sif e Freyja. Está claro que nas religiões germânicas não havia uma trindade de deusas (as Nornir não são deusas nem veneráveis), além disso, as trindades pareciam ser principalmente masculinas, como o são Odin, Vili e Vé. Continue a ler “Wiccatrú: ou, “Uma das coisas que a Ásatrú não é””