Um Heathen Fora da Cidade

Por Sonne Heljarskinn

Estou num daqueles momentos que todos temos. Muitas responsabilidades, muitas coisas na cabeça, tantas preocupações que até o sono falta. Me enrolo em uns panos, venho para fora, olhar para Nótt, ver as estrelas brilhando, grilos cantando, um galo ou outro adiantado estufando o peito com seus cacarejos. As estrelas cintilam calmamente. Continue a ler “Um Heathen Fora da Cidade”

Manifesto do Paganismo Germânico no Brasil: 2 Anos Depois

Por Sonne Valur (Heljarskinn)

Cultura Germânica e a Escalada do Ódio

Poucos dias atrás a ignorância emanando de Charlottesville levantou antigos debates, que nem parecem coisa do século XXI. A pequena cidade dos Estados Unidos foi palco para neonazistas exporem o seu ódio, usando como justificativa serem contra a (necessária) destruição de estátuas que representam figuras pró-escravidão de um dos (tantos) períodos vergonhosos da história da colonização das Américas pelos europeus. Continue a ler “Manifesto do Paganismo Germânico no Brasil: 2 Anos Depois”

Crer nos deuses certos ou agir corretamente?: Um dilema na Ásatrú

Por Sonne Heljarskinn

Tentarei, por vários motivos ser breve neste texto. Por isso alguns pontos serão aprofundados apenas futuramente.

Esse texto será apenas um amontoado rápido de questionamentos. Espero que sirva para causar reflexão tanto em pagãos recentes, ou mesmo naqueles que são filhos de pagãos. Continue a ler “Crer nos deuses certos ou agir corretamente?: Um dilema na Ásatrú”

O meu caminho até o culto doméstico (hearth cult)

Por Sonne Heljarskinn

Sunnôniz Fulka Herthaz

Geralmente faço textos bem objetivos, sobre aspectos generalistas da visão de mundo dos antigos povos germânicos, mas hoje a conversa é mais pessoal. Tenho estado um pouco afastado da escrita pois estou sem PC. Isso me deu a oportunidade de ler e viver muitas coisas, as quais eu gostaria de compartilhar com você. Continue a ler “O meu caminho até o culto doméstico (hearth cult)”

Uma reflexão sobre Freyja

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Demorei muito para escrever sobre Freyja pois o texto não poderia ser curto. Uma análise sobre a Senhora (tradução literal de seu nome) é algo perigoso. Freyja é uma deusa muito popular e superficialmente muito conhecida. Mas ela é uma estrela estereotipada. Não vou aqui simplesmente mencionar nomes e objetos desta deusa – isso você encontra facilmente na Wikipédia ou em qualquer página meia-boca sobre mitologia. Sua importância provavelmente reflete o fato de que apenas um nome indireto tenha chegado dela para nós – é bem possível que ela fosse chamada por outro nome, mas a forma respeitosa “Senhora” tenha se mantido por ser mais popular que chamá-la por seu nome real.

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Pequenas reflexões sobre a Völva, o conhecimento, e o papel da mulher no heathenismo

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Texto por Sonne Heljarskinn
Postado originalmente em facebook

As völvas são mulheres que nas tribos nórdicas desenvolviam funções *semelhantes* mas não idênticas às dos xamãs. Elas tinham a liberdade de viajar e fazer oráculos, sendo bem recebidas e gratificadas por seu saber. Ainda assim, não nos interessa falar das völvas em geral aqui, mas de uma em particular, tamanha a sua importância: aquela que Óðinn foi buscar no mundo dos mortos, em sua sede de conhecimento. Continue a ler “Pequenas reflexões sobre a Völva, o conhecimento, e o papel da mulher no heathenismo”

Þórr e Jormungand: uma reflexão

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Texto por Sonne Heljarskinn
Originalmente postado no facebook

O mito da intriga entre Þórr [Thor], o Vermelho, e Jormungand e suas batalhas frequentes nos transporta àquele mundo da vasta sabedoria não-escrita dos povos do Norte.

O Campeão dos Deuses, filho da Terra e do Furor, criado por Aquela que Tece as Nuvens, é o Trovão; aquele que marcha sempre contra a serpente que dá a volta na Terra-do-Meio, embora não a destrua. Continue a ler “Þórr e Jormungand: uma reflexão”

Sunnôniz Fulka Herþaz: Um lar Heathen

Já faz pelo menos seis anos que iniciei minha caminhada através do paganismo. Nessa jornada, sempre habitando fora dos grandes centros de convergência de pessoas que se autodenominam pagãs, fui obrigado a seguir um caminho solitário, e , não importa quão paradoxal isso que seja, extremamente dependente da internet.

A grande verdade é que durante a maior parte da minha curta caminhada no paganismo eu entendia muito pouco do que era ele à exceção de mitologia. Deus disso, deus daquilo. Isso se devia principalmente a um grave problema: minha dependência praticamente exclusiva do português como fonte de informação. Continue a ler “Sunnôniz Fulka Herþaz: Um lar Heathen”