Guardiões Limiares: Dūrupālas

Por Wōdgār Inguing, originalmente postado em Sundorwīc
Tradução de Seaxdēor

Erik Lacharity publicou recentemente um artigo em sua página, Allodium Francorum, que fornece informações sobre deidades francas das entradas (doorway), Francus e Vassus. Este artigo, embora arraigado no modelo franco, fornece um modelo viável para reconstruir um culto limiar (threshold) anglo-saxão paralelo, utilizando Hengest e Horsa nesse papel. Embora fosse supérfluo andar forte demais onde Allodium Francorum já pisou, há alguns paralelos que devem ser abordados sobre o que pode avançar a nossa compreensão deste culto. Continuar a ler

Juramentos, Mæġen e Hamingja

Publicado originalmente por Sarenth Odinsson.
Tradução de Seaxdeor.

“Manter sua palavra é uma das coisas mais importantes que você pode fazer. Depois de quebrar a sua palavra, é difícil recuperar essa confiança. Às vezes, é quase impossível.” – Meu pai

Deve haver pouco mais de ser dito sobre os juramentos e o ato de fazê-los. Hoje em dia faço excessivamente poucos juramentos. Isso não é porque eu não sou confiável ou evito compromissos, mas porque os juramentos carregam mæġen própria, e junto com esse poder vinculativo, a mæġen dos outros e das outras partes. Esta mæġen afetará as comunidades as quais eu e eles estão ligados através da Hamingja. Continuar a ler

Runas: uma abordagem reconstrucionista

Atenção: esse atigo usa vários caracteres especiais que podem não ser reconhecidos no Android ou computadores. Se esse for seu caso, tente a versão em PDF.

Por Seaxdēor

Na edição anterior da revista Heathen Brasil foi-me sugerido fazer algo como que uma sessão exclusiva para falar sobre uma runa a cada número. Apesar de agradecer a sugestão, sou obrigado a declinar, mas não por desconsideração, e sim pelo papel que as runas têm na minha prática. Continuar a ler

Wiccatrú: ou, “Uma das coisas que a Ásatrú não é”

Por Esteban Sevilla, goði do Kindred Irminsul da Costa Rica, em espanhol.
Tradução para o português de Seaxdēor.

A Wicca Nórdica

A respeito deste tipo de Wicca não há muito o que dizer a seu favor. A Wicca é uma crença misteriosa e cerimonial. A Wicca Nórdica é uma mescla de Wicca e Ásatrú. A Wiccatrú pretende mesclar os procedimentos rito-cerimoniais tradicionais da Wicca com alguns deuses do panteão nórdico-germânico que possam ter um arquétipo que substitua o “Deus e a Deusa”, ou “A Deusa Tríplice”. Alguns desses sincretismos poderiam encaixar-se como: Deus e Deusa/Freyr e Freyja ou Deusa Tríplice/Frigg, Sif e Freyja. Está claro que nas religiões germânicas não havia uma trindade de deusas (as Nornir não são deusas nem veneráveis), além disso, as trindades pareciam ser principalmente masculinas, como o são Odin, Vili e Vé. Continuar a ler

Ancestrais — O que eles realmente são?

Sonne Heljarskinn, em homenagem à minha querida avó.
Existem muitas formas de se enxergar os Ancestrais no paganismo nórdico. Mas creio que a maioria das pessoas fica confusa sobre o que eles são e como honrá-los de fato. Geralmente as pessoas pensam que ‘procurar a religião dos Ancestrais’ é o suficiente. Tenho a impressão de que isso é mais um começo do que um fim em si mesmo.

As Runas Vikings

Publicado originalmente em My Little Norway.
Tradução por Sonne Heljarskinn

Na era dos Vikings (800-1100 da Era Comum), a Escandinávia usou um alfabeto rúnico conhecido como Novo ou Younger Futhark (fuþark). Ele era composto por 16 símbolos sonoros conhecidos como runas. O Novo Futhark desenvolveu-se a partir do Antigo ou Elder Futhark (150 a 800 da Era Comum), uma forma mais antiga de linguagem germânica composta por 24 runas. Ambos os alfabetos são chamados após as primeiras seis runas F-U-þ-A-R-K. O Novo Futhark é basicamente a forma escrita do Nórdico Antigo – a língua dos Vikings. Continuar a ler

Animismo na Heathenry

Publicado originalmente em Heathen Hearth.

Tradução para o português por Sonne Heljarskinn.

“E proibimos fervorosamente todo paganismo: o paganismo é que os homens adoram ídolos; Ou seja, adoram deuses pagãos, e a Sol ou o Lua, fogo ou rios, fontes de água ou pedras, ou árvores da floresta de qualquer espécie … ”
As Leis do Rei Cnut.

A filosofia animista tornou-se influente no movimento neo-pagão através da influência combinada das ideias do ativismo ambiental sobre a interconexão de todas as partes da biosfera e da pesquisa antropológica e histórica em ambas as tradições pré-cristãs que o Continuar a ler