A morte e depois dela, IV: destinos

Por Andreia Marques.

Publicado originalmente em Heathen Brasil.

Os mortos estão entre nós. E, um dia, nós nos juntaremos a eles. De uma forma ou de outra, haja uma vida posterior ou não, nossa existência continua: quer no impacto que nossas vidas causaram, nas lembranças que deixamos na mente dos sobreviventes, quer com um simbolismo cruel na forma do draugr, quer em um reino, ou mundo, ou estado alterado, onde os mortos habitam. Continuar a ler

A morte e depois dela, III: Draugar

Os mortos estão entre nós. Eles vivem em seus túmulos, em nossas memórias, em nosso material genético. Existem mais pessoas mortas que vivas; sempre existirá. Nossas civilizações são construídas sobre os corpos e as vidas de milhões — bilhões — de gerações passadas, até a tão-falada sopa primordial. Continuar a ler

A morte e depois dela, II: culto ancestral

Por Andreia Marques,

Publicado originalmente em Heathen Brasil.

Nós veneramos os mortos, aqueles que vieram antes de nós.

Mas não é todo e qualquer morto que faz parte deste rito. São aqueles que tem razão e interesse em preocupar-se conosco — nós, humanos, nas mais diversas culturas, desde as ameríndias à japonesa, temos por costume venerar nossos ancestrais. Não necessariamente como deuses — embora em algumas culturas (como na China pré-dinástica, e em algumas outras culturas asiáticas), absolutamente como deuses. Ou, se não deuses, como seres bastante próximos deles. Continuar a ler

Entendendo o Pós-Vida e o Espírito dos Nórdicos e Germânicos

Por Sonne Heljarskinn

Na imagem em destaque, vemos uma representação de como os mortos eram comumente enterrados entre os germânicos.

Vou tentar ser breve. Breve não, brevíssimo, porque esse assunto dá um livro facilmente. Aviso inicial: se você está há pouco tempo no paganismo nórdico ou germânico em geral (do qual o nórdico é só uma parte) você pode talvez não entender este texto de cara. Talvez você precise de algum tempo e se familiarizar com algumas ideias que raramente são vistas à nossa volta, mesmo no meio pagão. Vou tentar fazer ele fornecer, resumidamente, tudo o que você precisa saber para entender a noção de pós-vida pagã, mas talvez não seja o suficiente em uma ou duas leituras. Lembrando que isso aqui não é verdade absoluta, só o ponto onde meus estudos chegaram até o momento, e aceito todas as contribuições possíveis.

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Going to the land of the dead

Lēoht Steren, Þyle of Hvergelmir International

A lot of people have made the mistake of thinking that Valhalla (Valhöll – “Hall of the battle-slain” – in Old Norse) is a kind of “Heathen Heaven”, with Odin as a benevolent father-figure to those who come to his door. This is far from what we can discern from the extant lore and, to try and shift perceptions, we offer a short story of one who does not end up in the home of the Einherjar (nor, indeed, should we want them to!): Continuar a ler