Animismo na Heathenry

Publicado originalmente em Heathen Hearth.

Tradução para o português por Sonne Heljarskinn.

“E proibimos fervorosamente todo paganismo: o paganismo é que os homens adoram ídolos; Ou seja, adoram deuses pagãos, e a Sol ou o Lua, fogo ou rios, fontes de água ou pedras, ou árvores da floresta de qualquer espécie … ”
As Leis do Rei Cnut.

A filosofia animista tornou-se influente no movimento neo-pagão através da influência combinada das ideias do ativismo ambiental sobre a interconexão de todas as partes da biosfera e da pesquisa antropológica e histórica em ambas as tradições pré-cristãs que o Continue a ler “Animismo na Heathenry”

Uma reflexão sobre Freyja

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Demorei muito para escrever sobre Freyja pois o texto não poderia ser curto. Uma análise sobre a Senhora (tradução literal de seu nome) é algo perigoso. Freyja é uma deusa muito popular e superficialmente muito conhecida. Mas ela é uma estrela estereotipada. Não vou aqui simplesmente mencionar nomes e objetos desta deusa – isso você encontra facilmente na Wikipédia ou em qualquer página meia-boca sobre mitologia. Sua importância provavelmente reflete o fato de que apenas um nome indireto tenha chegado dela para nós – é bem possível que ela fosse chamada por outro nome, mas a forma respeitosa “Senhora” tenha se mantido por ser mais popular que chamá-la por seu nome real.

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Pequenas reflexões sobre a Völva, o conhecimento, e o papel da mulher no heathenismo

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Texto por Sonne Heljarskinn
Postado originalmente em facebook

As völvas são mulheres que nas tribos nórdicas desenvolviam funções *semelhantes* mas não idênticas às dos xamãs. Elas tinham a liberdade de viajar e fazer oráculos, sendo bem recebidas e gratificadas por seu saber. Ainda assim, não nos interessa falar das völvas em geral aqui, mas de uma em particular, tamanha a sua importância: aquela que Óðinn foi buscar no mundo dos mortos, em sua sede de conhecimento. Continue a ler “Pequenas reflexões sobre a Völva, o conhecimento, e o papel da mulher no heathenismo”

Þórr e Jormungand: uma reflexão

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Texto por Sonne Heljarskinn
Originalmente postado no facebook

O mito da intriga entre Þórr [Thor], o Vermelho, e Jormungand e suas batalhas frequentes nos transporta àquele mundo da vasta sabedoria não-escrita dos povos do Norte.

O Campeão dos Deuses, filho da Terra e do Furor, criado por Aquela que Tece as Nuvens, é o Trovão; aquele que marcha sempre contra a serpente que dá a volta na Terra-do-Meio, embora não a destrua. Continue a ler “Þórr e Jormungand: uma reflexão”

Primeiro Ensaio sobre a Simbologia de Hel

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Por Sonne Heljarskinn
Publicado originalmente em 14 de abril de 2016, no facebook.

Hel é uma poderosa figura na mitologia nórdica, o que provavelmente reflete sua importância no imaginário popular. Em contrapartida ela possui muito poucas menções nos textos que chegaram até nós. Apesar disso, desenvolve um papel fundamental em toda a mitologia, especificamente em seu envolvimento nos trechos que relatam a morte de Balder. Continue a ler “Primeiro Ensaio sobre a Simbologia de Hel”

Freyja e Frigg

Frigg

Texto em inglês por Stephan Grundy. Tradução para o português de Sonne Heljarskinn.

Embora a maioria dos mitos da Escandinávia foque as ações desses dois grandes deuses, Óðinn e Þórr, enquanto as deusas são muito menos bem representadas, no entanto, há pelo menos duas figuras femininas que desempenham um papel bastante proeminente nas Eddas: Freyja e Frigg. Aparentemente, as duas parecem ter pouco em comum. Frigg aparece como a esposa de Óðinn, a matrona da casa e um relativo modelo de virtude social – características que Wagner caricaturou em Die Walküre, onde Fricka é uma chata terrível! Poderia ser um pouco precipitado afirmar que Frigg é a “deusa-mãe” do Norte, mas ela é certamente uma figura materna no mito no qual ela interpreta a parte mais ativa – quando, perturbada por profecias da morte de seu filho Balder, ela faz tudo no mundo jurar não prejudicá-lo; e o kenning ‘Friggjar niðjar’ (descendentes de Frigg) é usado para os deuses em geral em Egill Skalla-Grímsson de ‘Sonatorrek’ (meados/final do século 10), de modo que seu caráter materno pode, pelo menos, ser tomado como significativo. Freyja, por outro lado, é muito sexualmente livre e ativa. Ela tem duas filhas, Hnoss e Gersimi, sendo que ambos os nomes significam “tesouro”, mas, como será discutido depois, o significado deste nome e as referências sobreviventes à “filha de Freyja” na poesia escáldica emprestam um certo grau de dúvida para o status materno real de Freyja. Muitas de suas atividades, como a prática de magia seiðr, colocam-na firmemente fora da esfera da sociedade normal; ela poderia ser chamada de “mulher selvagem” dos mitos do Norte. Continue a ler “Freyja e Frigg”

Woden versus Odin: Diferenças?

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Odin, retratado como um andarilho com suas aves, os corvos

Post original em inglês (link) no blog “of axe and plough” por thelettuceman. Tradução de Sonne Heljarskinn.

Diferentes expressões culturais de Heathenry geram diferentes interpretações culturais de (em grande parte) o mesmo grupo principal de divindades. Derivando de uma fonte Proto-Germânica comum, essas divindades são a base das características religiosas dos diferentes povos germânicos que constituem o foco da Heathenry Reconstructionista e Contemporânea. No entanto, como as diferentes culturas germânicas floresceram, propagaram-se, e migraram, a compreensão que eles tinham de sua religião afastou-se, tanto quanto suas línguas e identidades tribais. Isso criou um abismo dentro da compreensão das miríades de interpretações das divindades germânicas que podem causar confusão para ambos os recém-chegados e praticantes veteranos de Heathenry. Continue a ler “Woden versus Odin: Diferenças?”