Runas: uma abordagem reconstrucionista

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Por Seaxdēor

Na edição anterior da revista Heathen Brasil foi-me sugerido fazer algo como que uma sessão exclusiva para falar sobre uma runa a cada número. Apesar de agradecer a sugestão, sou obrigado a declinar, mas não por desconsideração, e sim pelo papel que as runas têm na minha prática. Continue a ler “Runas: uma abordagem reconstrucionista”

Uma reflexão sobre Freyja

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Demorei muito para escrever sobre Freyja pois o texto não poderia ser curto. Uma análise sobre a Senhora (tradução literal de seu nome) é algo perigoso. Freyja é uma deusa muito popular e superficialmente muito conhecida. Mas ela é uma estrela estereotipada. Não vou aqui simplesmente mencionar nomes e objetos desta deusa – isso você encontra facilmente na Wikipédia ou em qualquer página meia-boca sobre mitologia. Sua importância provavelmente reflete o fato de que apenas um nome indireto tenha chegado dela para nós – é bem possível que ela fosse chamada por outro nome, mas a forma respeitosa “Senhora” tenha se mantido por ser mais popular que chamá-la por seu nome real.

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Magia Prática Nórdica

Texto por Ravn

Publicado originalmente em Platinorum.

Para os nórdicos, a magia era parte do cotidiano. Não tinham ordens e iniciações – era vista como uma habilidade que poderia ser aprendida por qualquer um que tivesse acesso (normalmente, a nobreza ou famílias tradicionais); por isso, ao invés de uma única palavra significando “magia”, seu idioma antigo possui várias descrevendo práticas bem específicas cada (embora alguns pesquisadores assumam que a palavra “fjölkynngi” – algo como “conhecimento” – seria usada para a magia em geral). Hoje, entenderemos um pouco mais sobre algumas dessas numerosas práticas que chegaram até a nossa época. Continue a ler “Magia Prática Nórdica”

Os Corvos de Óðinn e a Alma Humana

Texto por Ravn
Publicado originalmente em Platinorum.

Os povos germânicos desenvolveram seus próprios conceitos a respeito de uma estrutura para a alma humana, hoje debatida por diversos autores. Enquanto alguns apresentam estruturas complexas com muitas subdivisões outros apresentam mais simples, sendo possível encontrar até mesmo fazem esquematizações ilustradas. Este estudo pode ser uma boa ferramenta para autoconhecimento, por isso apresento aqui em uma versão mais sucinta e prática. Continue a ler “Os Corvos de Óðinn e a Alma Humana”

Cultuando os deuses

Texto de Diana L. Paxson. Originalmente publicado em IDUNNA 20, 1993. Traduzido a partir do site do Hrafnar por Sonne Heljarskinn com auxílio de Raendel.

Veiztu hvé rista skal, veiztu hvé ráða skal?
veiztu hvé fá skal, veiztu hvé freista skal?
veiztu hvé biðja skal, veiztu hvé blóta skal?
veiztu hvé senda skal, veiztu hvé sóa skal?
(“Havamál”: 144)

Entre as estrofes mais conhecidas do Hávamál está aquela citada acima, que resume as competências necessárias para runas e religião. Os dois primeiros versos, em que o Altíssimo se refere à inscrição, leitura, coloração, e interpretação das runas, são frequentemente citados. O segundo par de linhas é menos familiar, mas os verbos utilizados contêm a essência da prática religiosa germânica. O primeiro, bithja, tem uma relação próxima com o inglês “bid” e é geralmente traduzido como “pedir” (ask). De acordo com Grimm, o termo tem a implicação de súplica. A segunda, blóta, refere-se ao sacrifício em que o sangue foi usado para abençoar as pessoas e a carne comida depois de ter sido dedicada aos deuses. O terceiro verbo, senda, pode ser traduzido como “enviar”, com a implicação de que se trata de passar a mensagem aos deuses, enquanto o quarto, sóa, significa fazer uma oferta que é, em certo sentido “dilapidada”, talvez algo que é destruído ou deixado aos elementos ao invés de ser compartilhado. Juntos, eles resumem as principais maneiras em que as pessoas do Norte cultuavam seus deuses. Continue a ler “Cultuando os deuses”

Vardlokkur – A Canção da Völva

As Nornas, de Siegfried e o Crepúsculo dos Deuses. Arthur Rackham Fonte: Wikimedia Commons
As Nornas, de Siegfried e o Crepúsculo dos Deuses. Arthur Rackham. Fonte: Wikimedia Commons

Publicado originalmente em inglês por Pollyanna Jones. Tradução para o português de Sonne Heljarskinn.

As Videntes Nórdicas

A mitologia nórdica dá muitos exemplos de manipuladores de magia, e tecelões do destino. Alguns dos mais notáveis deles são as völvur. São mulheres que viajam por todos os lugares, geralmente com um assistente, que iria oferecer suas habilidades para uma família. Parece que sua vinda era um grande evento, e esforço era feito para garantir que elas fossem bem recebidas. Pois se essas mulheres realmente comungavam com os espíritos e tinham o poder de manipular o destino e a sorte de uma pessoa, seria imprudente desagradá-las. Continue a ler “Vardlokkur – A Canção da Völva”

Símbolos Secretos das Bruxas da Islândia

(No sentido horário a partir do canto superior esquerdo) 1. Draumstafir - para sonhar com desejos insatisfeitos, 2. Svefnthorn - coloca-se sobre o travesseiro de alguém para o fazer dormir, 3. Óttastafur - para colocar medo em um inimigo, 4. Lukkustafir - má sorte ou prejuízo não virá a qualquer um usá-lo. Fonte: O Manuscrito Huld
(No sentido horário a partir do canto superior esquerdo) 1. Draumstafir – para sonhar com desejos ainda não realizados, 2. Svefnthorn – coloca-se sobre o travesseiro de alguém para o fazer dormir, 3. Óttastafur – para colocar medo em um inimigo, 4. Lukkustafir – má sorte ou prejuízo não virá a qualquer um usá-lo. Fonte: O Manuscrito Huld

Publicado originalmente em inglês por Pollyanna Jones. Tradução de Sonne Heljarskinn.

Grimórios e livros secretos de feitiços sempre tiveram o poder de exaltar a imaginação. De ocultistas vitorianos a fãs de Harry Potter, um livro empoeirado cheio de símbolos estranhos é uma descoberta rara e maravilhosa. Uma série de achados da Islândia foi recentemente publicado e possui muitos “símbolos” que são agora bem conhecidos entre os fãs da tradição nórdica. Mas eles são realmente Vikings? E o que esses livros nos dizem sobre as pessoas que os escreveram? Continue a ler “Símbolos Secretos das Bruxas da Islândia”