Beowulf – Esquema

(Este texto não é de autoria da Ásatrú e Liberdade. Está sendo republicado pois o original está num blog antigo, que pode sair do ar a qualquer momento, já que o wordpress exclui blogs inativos.)

1- Dados históricos:

Aproximadamente a partir do ano 285 d.C. os germanos do mar do norte descobriram sua vocação marítima, infestando a costa da Gália, Bretanha e do norte da Espanha com piratas oriundos do território, que atualmente designa a Alemanha e Dinamarca. Essa pirataria primitiva que era intensiva sobre as Ilhas Britânicas foi rapidamente transformada em núcleo de povoação, o que posteriormente se figurou como colonização. Em 407 d.C o imperador romano Constantino III buscando engrossar as defesas fronteiriças de Roma contra os “bárbaros”, fez a transferência das tropas romanas das Ilhas Britânicas para o continente, deixando o território livre para as incursões germânicas, que tiveram de enfrentar os povos celtas que habitaram aquela região após o domínio romano. Continuar a ler

11-16 (Culture of the Teutons)

[Por Vilhelm Grönbech – Tradução de Sonne Heljarskinn]

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Externamente, os nórdicos parecem ter algo da mesma violência elementar, não refletida, a mesma inquietude apreensiva que levou o mundo culto a carimbar seus parentes do sul como bárbaros. Impiedoso e impulsivo, para não dizer obstinado, em sua auto-afirmação, agindo no fôlego do momento, mudando de um plano para outro – a mente política fria poderia encontrar semelhança considerável entre os bandidos germanos e os piratas do norte. Mas nosso conhecimento mais íntimo nos permite discernir a presença de uma vontade controladora e unificadora sob o exterior inquieto. O que, à primeira vista, aparece, mas sem vislumbre mostra, em uma inspeção mais próxima, como uma luz mais estável. Na realidade, esses vikings têm muito pouco dessa falta de direção que pode ser caracterizada como natural. Há mais de economia calculadora neles do que de mera força gastadora. Os homens têm claros em suas mentes tanto fim e meios, vontade e poder. Embora pareçam estar se afastando em direção a um objetivo definido, eles ainda têm dentro de si um objetivo que não se desvia como a bússola, inalterável por mais que eles possam virar. Continuar a ler

Introdução: Cultura dos Teutões [5-10]

[Por Vilhelm Grönbech – Tradução de Sonne Heljarskinn]

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Introdução

O termo germânico é normalmente usado para denotar o tronco racial do qual os escandinavos, os alemães modernos e os ingleses, são ramificações. O próprio nome é provavelmente de origem externa, dado por estranhos. Continuar a ler