Ēostre, Ostara, Páscoa

Escrito por Andreia Marques
Publicado originalmente em Heathen Brasil

Todo ano, mais ou menos nessa época, inevitavelmente aparece alguém do meio pagão associando a celebração da Páscoa com a deusa saxônica Ēostre (e agora, mais ou menos frequentemente, à deusa Ishtar). Daí surgiu a ideia desse post, para esclarecer algumas coisas.

Primeiramente, é fato que na língua inglesa o que chamamos “Páscoa” se chama “Easter”, e é quase certo que “Easter” vem de Ēostre, significando “aurora”. É fato que havia um mês do ano, Ēosturmōnaþ, que supostamente seria dedicado a esse deusa. Sabemos disso única e exclusivamente através do relato do Venerável Bede, do século VIII, em seu De temporum ratione. Neste relato, Bede diz que os pagãos anglo-saxões celebravam a deusa no mês de Ēosturmōnaþ: Continue a ler “Ēostre, Ostara, Páscoa”

Bindrunes Nórdicas

Publicado originalmente por Justin Foster.
Tradução por Sonne Heljarskinn.

Runir Seu Danica, O Worm, 1651, p117.
Runir Seu Danica, O Worm, 1651, p117.

A palavra bindrune significa a ligação [binding] de duas ou mais runas. Elas ocorrem intermitentemente em escritos rúnicos, no entanto, era predominante em escritos nórdicos e raramente em anglo-saxões. A finalidade usual era abreviar a escrita mas em alguns casos foi usada esconder o que foi escrito. Continue a ler “Bindrunes Nórdicas”

A Nossa Religião É Uma Religião Agrária

Publicado originalmente em Wyrd Designs (Https://wyrddesigns.wordpress.com/2016/02/16/ours-is-an-agricultural-religion/)

Traduçao de Heitor Gomes

farm_scene

A nossa religião não é apenas uma religião de guerreiros, mas infelizmente isso é o mais alardeado. Nossa religião é uma religião AGRICULTURAL. Se você verdadeiramente examinar todos os nossos ritos e datas sagradas, eles se enfocam em vitalidade e sobrevivência, e portanto, especialmente nas principais épocas sagradas, conectam com momentos chave de uma cultura agrária, da colheita até a organização dos animais. Sim, nós honrávamos os ancestrais e usávamos nosso tempo honrando aqueles que morreram em bom serviço à comunidade. Mulheres que morriam no parto eram TÃO altamente honradas quanto homens que morriam em batalha em algumas comunidades. Um poeta ou skáld poderia ter honras tão altas quanto qualquer guerreiro, etc… Continue a ler “A Nossa Religião É Uma Religião Agrária”

Quem foi Ragnar Lothbrok?

Por Eirin T. Shira, fundadora do Hvergelmir Internacional; trad. Andreia Marques

Sobre Ragnar Lothbrok, esta é uma leitura curta e interessante, útil para quem assiste a (ou é atormentado pela) série televisiva Vikings. Para aqueles que gostariam de alguns relatos históricos, ao invés de pensar que um programa de TV é historicamente correto…

Uma das coisas que torna a questão difícil de discutir é que a pergunta “Ragnar Lothbrok foi um personagem histórico?” é em si de alguma forma ambígua. Assim, antes de discutirmos a pergunta, a questão deve ser definida mais claramente.

Continue a ler “Quem foi Ragnar Lothbrok?”

Who was Ragnar Lodbrok?

By Eirin T. Shira, Founder of Hvergelmir International

About Ragnar Lodbrok, this is an interesting short read, useful for the upcoming Vikings tv show torment that will show up soon.

For those who would like some historical accounts rather than thinking a tv show is historically accurate…

One of the things that makes this a difficult question to discuss is that the question “Was Ragnar Lothbrok historical?” is itself somewhat ambiguous. Thus, before the question can be discussed, the question has to first be more clearly defined.

Continue a ler “Who was Ragnar Lodbrok?”

O Calendário Viking

runic-calendarEscrito por Thor Lanesskog. Publicado originalmente em inglês em Thor News.

Tradução de Sonne Heljarskinn.


Calendário rúnico norueguês de Worm descrito em seu livro Fasti Danici que remonta a 1643. O desenho mostra apenas a temporada de inverno que vai de 14 de outubro a 13 de abril. A temporada de verão do outro lado do osso de uma baleia ou peixe grande nunca foi copiado, e tanto o pingente quanto o calendário infelizmente foram perdidos.

Embora as fontes escandinavas contemporâneas para a Era Viking sejam poucas, há uns indícios que os Vikings dividiram o ano provavelmente em fases da lua e somente duas estações: Verão e inverno.

Os Vikings não usaram anos exatos para datar eventos, uma assim chamada cronologia absoluta. Em vez disso, eles usaram uma cronologia relativa com referência ao número de anos após eventos importantes. Pode-se por exemplo datar o ano, dizendo “cinco invernos após a Batalha de Svolder”. Continue a ler “O Calendário Viking”

Irminsul: Símbolo Heathen dos pagãos anglo-saxões

8913de47aca363b643943deb260989cb

Por Sonne Heljarskinn

Ao longo dos anos, ao lado do martelo do Thor ou do Valknut, o Irminsul tem começado a ter uma posição primária entre os símbolos heathens mais imperativos entre a religião e cultura antiga dos germanos e seus seguidores. Além do mais, em alguns locais – particularmente na Europa continental, em geral, suplantou o Martelo do Þórr como um símbolo pagão. Continue a ler “Irminsul: Símbolo Heathen dos pagãos anglo-saxões”

11-16 (Culture of the Teutons)

[Por Vilhelm Grönbech – Tradução de Sonne Heljarskinn]

11

Externamente, os nórdicos parecem ter algo da mesma violência elementar, não refletida, a mesma inquietude apreensiva que levou o mundo culto a carimbar seus parentes do sul como bárbaros. Impiedoso e impulsivo, para não dizer obstinado, em sua auto-afirmação, agindo no fôlego do momento, mudando de um plano para outro – a mente política fria poderia encontrar semelhança considerável entre os bandidos germanos e os piratas do norte. Mas nosso conhecimento mais íntimo nos permite discernir a presença de uma vontade controladora e unificadora sob o exterior inquieto. O que, à primeira vista, aparece, mas sem vislumbre mostra, em uma inspeção mais próxima, como uma luz mais estável. Na realidade, esses vikings têm muito pouco dessa falta de direção que pode ser caracterizada como natural. Há mais de economia calculadora neles do que de mera força gastadora. Os homens têm claros em suas mentes tanto fim e meios, vontade e poder. Embora pareçam estar se afastando em direção a um objetivo definido, eles ainda têm dentro de si um objetivo que não se desvia como a bússola, inalterável por mais que eles possam virar. Continue a ler “11-16 (Culture of the Teutons)”

Introdução: Cultura dos Teutões [5-10]

[Por Vilhelm Grönbech – Tradução de Sonne Heljarskinn]

5

Introdução

O termo germânico é normalmente usado para denotar o tronco racial do qual os escandinavos, os alemães modernos e os ingleses, são ramificações. O próprio nome é provavelmente de origem externa, dado por estranhos. Continue a ler “Introdução: Cultura dos Teutões [5-10]”