As Runas Vikings

Publicado originalmente em My Little Norway.
Tradução por Sonne Heljarskinn

Na era dos Vikings (800-1100 da Era Comum), a Escandinávia usou um alfabeto rúnico conhecido como Novo ou Younger Futhark (fuþark). Ele era composto por 16 símbolos sonoros conhecidos como runas. O Novo Futhark desenvolveu-se a partir do Antigo ou Elder Futhark (150 a 800 da Era Comum), uma forma mais antiga de linguagem germânica composta por 24 runas. Ambos os alfabetos são chamados após as primeiras seis runas F-U-þ-A-R-K. O Novo Futhark é basicamente a forma escrita do Nórdico Antigo – a língua dos Vikings. Continuar a ler

Forn siðr, um costume de múltiplas origens

Por Gabriel O’Dubhghaill

Gostaria de expor aqui algumas ideias que venho matutando ao longo das minhas pesquisas sobre o paganismo germano-escandinavo. Resumindo, minha hipótese é que os costumes pagãos que tentamos acessar tem origens em diversos de povos, cada qual contribuindo para diferentes aspectos do forn siðr. Continuar a ler

Political power and military potential in Roman period Norway

Written by Frans Stylegar. Archeolog and director of Varanger Museum In Norway, at Hvergelmir International.

The court site (tunanlegg, ringformet tun) – i.e. a number of houses placed side by side in a circle (or circle segment), each of the buildings featuring an entrance in the short wall facing the open courtyard in the centre – is a well-known type of site in Norwegian Iron Age archaeology. More than 20 court sites dating from the Early Roman period and later are found along the Norwegian coast from Agder in the Southeast to Troms in the North. In the following text, I put forward some arguments for interpreting these monuments as being integral to military organisation in Roman period Norway, and suggest a connection with the so-called ‘Illerup horizon’ in the Danish bog offerings. Continuar a ler

Honra: “Eu não penso que a palavra significa o que você pensa que significa”

 

Por Christopher Scott Thompson
Publicado originalmente em Gods and Radicals 

Tradução de Gabriel O Dughghaill

O tema da “honra” é de interesse para alguns heathens e pagãos, especialmente aqueles que se vêem num “caminho de guerreiro”. Continuar a ler

Povos Germânicos

Texto por Andreia Marques
Publicado originalmente em Heathen Brasil

Uma coisa que vocês já devem ter percebido, é que eu falo muito em “povos germânicos”. Povos, porque são muitos. Germânicos, porque compartilham de um traço em comum — esses povos idiomas que fazem parte de uma família linguística comum, a chamada família germânica. Continuar a ler

Ēostre, Ostara, Páscoa

Escrito por Andreia Marques
Publicado originalmente em Heathen Brasil

Todo ano, mais ou menos nessa época, inevitavelmente aparece alguém do meio pagão associando a celebração da Páscoa com a deusa saxônica Ēostre (e agora, mais ou menos frequentemente, à deusa Ishtar). Daí surgiu a ideia desse post, para esclarecer algumas coisas.

Primeiramente, é fato que na língua inglesa o que chamamos “Páscoa” se chama “Easter”, e é quase certo que “Easter” vem de Ēostre, significando “aurora”. É fato que havia um mês do ano, Ēosturmōnaþ, que supostamente seria dedicado a esse deusa. Sabemos disso única e exclusivamente através do relato do Venerável Bede, do século VIII, em seu De temporum ratione. Neste relato, Bede diz que os pagãos anglo-saxões celebravam a deusa no mês de Ēosturmōnaþ: Continuar a ler

Bindrunes Nórdicas

Publicado originalmente por Justin Foster.
Tradução por Sonne Heljarskinn.

Runir Seu Danica, O Worm, 1651, p117.

Runir Seu Danica, O Worm, 1651, p117.

A palavra bindrune significa a ligação [binding] de duas ou mais runas. Elas ocorrem intermitentemente em escritos rúnicos, no entanto, era predominante em escritos nórdicos e raramente em anglo-saxões. A finalidade usual era abreviar a escrita mas em alguns casos foi usada esconder o que foi escrito. Continuar a ler