Heathenry, Ásatrú, Odinismo: sobre os nomes de caminhos no paganismo nórdico/germânico

Por Seaxdēor, revisão de Dannyel de Castro

No dia 7 de dezembro mudamos oficialmente o nome de nosso projeto de Ásatrú & Liberdade para Heathenry & Liberdade, uma transição que durará algum tempo para se completar. Isso levantou a questão de que todos os vários nomes como Ásatrú,  Heathenry, Odinismo, seriam a mesma coisa? Não são todos a continuação da religião dos nórdicos? Na verdade, não exatamente. Vamos dar uma olhada nesses nomes, suas origens e significados, e entender porque a distinção é necessária. Continuar a ler

Estabelecendo um local sagrado

Post original por Frankendom, Musings on Frankish Sido em inglês.
Tradução por Seaxdēor

Há um episódio no Liber Historiae Francorum, um trabalho anônimo detalhando a história semilendária dos francos datada do ano 727, que menciona o rei Clovis escolhendo um lugar para construir uma igreja dedicada ao apóstolo Paulo. Continuar a ler

Runas: uma abordagem reconstrucionista

Atenção: esse atigo usa vários caracteres especiais que podem não ser reconhecidos no Android ou computadores. Se esse for seu caso, tente a versão em PDF.

Por Seaxdēor

Na edição anterior da revista Heathen Brasil foi-me sugerido fazer algo como que uma sessão exclusiva para falar sobre uma runa a cada número. Apesar de agradecer a sugestão, sou obrigado a declinar, mas não por desconsideração, e sim pelo papel que as runas têm na minha prática. Continuar a ler

Beowulf – Esquema

(Este texto não é de autoria da Ásatrú e Liberdade. Está sendo republicado pois o original está num blog antigo, que pode sair do ar a qualquer momento, já que o wordpress exclui blogs inativos.)

1- Dados históricos:

Aproximadamente a partir do ano 285 d.C. os germanos do mar do norte descobriram sua vocação marítima, infestando a costa da Gália, Bretanha e do norte da Espanha com piratas oriundos do território, que atualmente designa a Alemanha e Dinamarca. Essa pirataria primitiva que era intensiva sobre as Ilhas Britânicas foi rapidamente transformada em núcleo de povoação, o que posteriormente se figurou como colonização. Em 407 d.C o imperador romano Constantino III buscando engrossar as defesas fronteiriças de Roma contra os “bárbaros”, fez a transferência das tropas romanas das Ilhas Britânicas para o continente, deixando o território livre para as incursões germânicas, que tiveram de enfrentar os povos celtas que habitaram aquela região após o domínio romano. Continuar a ler

As Runas Vikings

Publicado originalmente em My Little Norway.
Tradução por Sonne Heljarskinn

Na era dos Vikings (800-1100 da Era Comum), a Escandinávia usou um alfabeto rúnico conhecido como Novo ou Younger Futhark (fuþark). Ele era composto por 16 símbolos sonoros conhecidos como runas. O Novo Futhark desenvolveu-se a partir do Antigo ou Elder Futhark (150 a 800 da Era Comum), uma forma mais antiga de linguagem germânica composta por 24 runas. Ambos os alfabetos são chamados após as primeiras seis runas F-U-þ-A-R-K. O Novo Futhark é basicamente a forma escrita do Nórdico Antigo – a língua dos Vikings. Continuar a ler

Forn siðr, um costume de múltiplas origens

Por Gabriel O’Dubhghaill

Gostaria de expor aqui algumas ideias que venho matutando ao longo das minhas pesquisas sobre o paganismo germano-escandinavo. Resumindo, minha hipótese é que os costumes pagãos que tentamos acessar tem origens em diversos de povos, cada qual contribuindo para diferentes aspectos do forn siðr. Continuar a ler

Political power and military potential in Roman period Norway

Written by Frans Stylegar. Archeolog and director of Varanger Museum In Norway, at Hvergelmir International.

The court site (tunanlegg, ringformet tun) – i.e. a number of houses placed side by side in a circle (or circle segment), each of the buildings featuring an entrance in the short wall facing the open courtyard in the centre – is a well-known type of site in Norwegian Iron Age archaeology. More than 20 court sites dating from the Early Roman period and later are found along the Norwegian coast from Agder in the Southeast to Troms in the North. In the following text, I put forward some arguments for interpreting these monuments as being integral to military organisation in Roman period Norway, and suggest a connection with the so-called ‘Illerup horizon’ in the Danish bog offerings. Continuar a ler