A morte e depois dela, III: Draugar

Os mortos estão entre nós. Eles vivem em seus túmulos, em nossas memórias, em nosso material genético. Existem mais pessoas mortas que vivas; sempre existirá. Nossas civilizações são construídas sobre os corpos e as vidas de milhões — bilhões — de gerações passadas, até a tão-falada sopa primordial. Continuar a ler

Honra, Fama e Comunidade

Escrito por Andreia Marques
Publicado originalmente em Heathen Brasil.

Um dos grandes problemas de se entender o mundo antigo e portanto adotar uma visão de mundo de acordo (tanto quanto possível, pelo menos), não se encontra tanto na escassez de fontes (okay, se encontra nisso também), mas também nos desentendimentos sobre certos conceitos, que mudam de significado ao longo do tempo. Continuar a ler

A morte e depois dela, II: culto ancestral

Por Andreia Marques,

Publicado originalmente em Heathen Brasil.

Nós veneramos os mortos, aqueles que vieram antes de nós.

Mas não é todo e qualquer morto que faz parte deste rito. São aqueles que tem razão e interesse em preocupar-se conosco — nós, humanos, nas mais diversas culturas, desde as ameríndias à japonesa, temos por costume venerar nossos ancestrais. Não necessariamente como deuses — embora em algumas culturas (como na China pré-dinástica, e em algumas outras culturas asiáticas), absolutamente como deuses. Ou, se não deuses, como seres bastante próximos deles. Continuar a ler

Povos Germânicos

Texto por Andreia Marques
Publicado originalmente em Heathen Brasil

Uma coisa que vocês já devem ter percebido, é que eu falo muito em “povos germânicos”. Povos, porque são muitos. Germânicos, porque compartilham de um traço em comum — esses povos idiomas que fazem parte de uma família linguística comum, a chamada família germânica. Continuar a ler

Urðr, örlög, destino

Texto de Andreia Marques
Publicado originalmente em Heathen Brasil

Certa vez, uma amiga me contou a seguinte estória: imagine que você está viajando, e você tem que atravessar um grande campo. Seu objetivo é atravessar este campo, mas você pode fazê-lo de várias maneiras: você pode escolher atravessar as montanhas, pode seguir o curso do rio, pode caminhar pelas áreas planas, etc..

E pode ser que não lhe seja dada uma escolha, e você realmente tenha que seguir um determinado caminho. As circunstâncias nem sempre estão sob seu controle, afinal.

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