Família, paganismo e história

Por Andreia Marques
Publicado originalmente em Heathen Brasil

Corre na Internet um “debate” (se podemos chamá-lo de debate) a respeito da posição do homem e da mulher na sociedade. Natural, considerando-se as mudanças sócio-culturais trazidas pela Revolução Industrial e a era da informação. No meio heathen, a AFA (Asatru Folk Assembly) fez uma declaração sobre “valorizar suas mulheres femininas, seus homens masculinos e suas crianças brancas”. Racismo, homofobia e sexismo casuais à parte, eles mencionam apoiar os valores da “família tradicional”. Continue a ler “Família, paganismo e história”

O paganismo e o preconceito, II

Por Andreia Marques

Publicado originalmente em Heathen Brasil

 No post anterior, eu falei extensivamente do risco que pagãos das diversas vertentes correm, devido a associações com uma visão “popular” do satanismo, da bruxaria e da macumba. Hoje, falemos sobre outro assunto, que é a pura falta de reconhecimento da própria existência de nossos deuses, enquanto deuses, ou de respeito pelo culto a eles. Continue a ler “O paganismo e o preconceito, II”

Honra, fama e comunidade

Por Andreia Marques.
Publicado originalmente em Heathen Brasil.

Um dos grandes problemas de se entender o mundo antigo e portanto adotar uma visão de mundo de acordo (tanto quanto possível, pelo menos), não se encontra tanto na escassez de fontes (okay, se encontra nisso também), mas também nos desentendimentos sobre certos conceitos, que mudam de significado ao longo do tempo. Continue a ler “Honra, fama e comunidade”

O heathen e a anomia

Por Andreia Marques
Publicado originalmente em Heathen Brasil

Entre os pagãos que eu conheço (e sim, estou ciente da generalização e da limitação da população observadas), torna-se bastante clara a tendência de um desejo por uma vida mais simples. Essa simplicidade geralmente é ligada à vontade por um retorno à natureza, à vida do campo, à relação com o mundo natural e com um estado menos complexo e urbanizado de existência. Continue a ler “O heathen e a anomia”

A deficiência física e o heathenismo

Certa vez me perguntaram como eu, a autora, conciliava minha fé (nos deuses, ancestrais, vættir, o que for) e minha condição de deficiente física. Se eu não tinha raiva desse seres “permitirem” que eu fosse assim, etc.. Minha resposta, à época, é que simplesmente não há conflito: enquanto pagã e heathen, eu não espero um milagre, salvação, ou algo do gênero, e sentir raiva da … Continue a ler A deficiência física e o heathenismo

Virtudes, Visão de Mundo e Ásatrú

Escrito por Andreia Marques. Publicado originalmente em Heathen Brasil. Quem começa a estudar Ásatrú, logo de cara encontra um conceito bastante falado: as Nove Nobres Virtudes (NNV), espalhadas como “preceitos” que todo ásatruár deve seguir, elevadas como virtudes presentes e valorizados pelos nórdicos (ou escandinavos) antigos e que orientavam sua forma de vida. São elas: coragem, verdade, honra, fidelidade, disciplina, hospitalidade, auto-suficiência, industriosidade e perseverança. Bem, … Continue a ler Virtudes, Visão de Mundo e Ásatrú

A morte e depois dela, IV: destinos

Por Andreia Marques.

Publicado originalmente em Heathen Brasil.

Os mortos estão entre nós. E, um dia, nós nos juntaremos a eles. De uma forma ou de outra, haja uma vida posterior ou não, nossa existência continua: quer no impacto que nossas vidas causaram, nas lembranças que deixamos na mente dos sobreviventes, quer com um simbolismo cruel na forma do draugr, quer em um reino, ou mundo, ou estado alterado, onde os mortos habitam. Continue a ler “A morte e depois dela, IV: destinos”

A morte e depois dela, III: Draugar

Os mortos estão entre nós. Eles vivem em seus túmulos, em nossas memórias, em nosso material genético. Existem mais pessoas mortas que vivas; sempre existirá. Nossas civilizações são construídas sobre os corpos e as vidas de milhões — bilhões — de gerações passadas, até a tão-falada sopa primordial. Continue a ler “A morte e depois dela, III: Draugar”