Uma reflexão sobre Freyja

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Demorei muito para escrever sobre Freyja pois o texto não poderia ser curto. Uma análise sobre a Senhora (tradução literal de seu nome) é algo perigoso. Freyja é uma deusa muito popular e superficialmente muito conhecida. Mas ela é uma estrela estereotipada. Não vou aqui simplesmente mencionar nomes e objetos desta deusa – isso você encontra facilmente na Wikipédia ou em qualquer página meia-boca sobre mitologia. Sua importância provavelmente reflete o fato de que apenas um nome indireto tenha chegado dela para nós – é bem possível que ela fosse chamada por outro nome, mas a forma respeitosa “Senhora” tenha se mantido por ser mais popular que chamá-la por seu nome real.

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Os Landvaettir

The Spirit of the Forest. Unusual tree found in the mountains of Bulgaria. Photo: Deyan Kossev
Espírito da Floresta. Árvore incomum encontrada em montanhas da Bulgária. Foto: Deyan Kossev

 

Por Sarenth Odinson em inglês. Tradução por Wander Stayner.

Pedi sugestões de tema sobre os quais eu pudesse escrever, e meu amigo Rhyd Wildermuth do Paganarch me pediu que escrevesse sobre os landvaettir.

Os Landvaettir são espíritos da terra. Podem ser tão grandes quanto uma cidade inteira, se extender ao comprimento de um vale, ou ser tão grandes quanto uma montanha. Podem ser árvores ou pedregulhos milenares, ou pequenas pedras e pedaços de terra. Eles são o espírito vivo da terra em si. Compartilhamos cada centímetro e cada momento de nossas vidas com os landvaettir. Eles estão nas fazendas, na selva e nas cidades. São o nosso lar, e a variedade de materiais nos quais eles se dividem; eu os chamo housevaettir. Continue reading “Os Landvaettir”

Honest cheesemongering (or the perils of shopping for knowledge).

Written by Einar V. Bj. Maack skáld of Hvergelmir International

Today’s society is far different from what it was a millennium ago, a century ago or even just a couple of decades ago.

The free flow of information has made it easier for us all to share our thoughts and knowledge at the flick of a finger. Continue reading “Honest cheesemongering (or the perils of shopping for knowledge).”

Ēostre, Ostara, Páscoa

Escrito por Andreia Marques
Publicado originalmente em Heathen Brasil

Todo ano, mais ou menos nessa época, inevitavelmente aparece alguém do meio pagão associando a celebração da Páscoa com a deusa saxônica Ēostre (e agora, mais ou menos frequentemente, à deusa Ishtar). Daí surgiu a ideia desse post, para esclarecer algumas coisas.

Primeiramente, é fato que na língua inglesa o que chamamos “Páscoa” se chama “Easter”, e é quase certo que “Easter” vem de Ēostre, significando “aurora”. É fato que havia um mês do ano, Ēosturmōnaþ, que supostamente seria dedicado a esse deusa. Sabemos disso única e exclusivamente através do relato do Venerável Bede, do século VIII, em seu De temporum ratione. Neste relato, Bede diz que os pagãos anglo-saxões celebravam a deusa no mês de Ēosturmōnaþ: Continue reading “Ēostre, Ostara, Páscoa”

Going to the land of the dead

Lēoht Steren, Þyle of Hvergelmir International

A lot of people have made the mistake of thinking that Valhalla (Valhöll – “Hall of the battle-slain” – in Old Norse) is a kind of “Heathen Heaven”, with Odin as a benevolent father-figure to those who come to his door. This is far from what we can discern from the extant lore and, to try and shift perceptions, we offer a short story of one who does not end up in the home of the Einherjar (nor, indeed, should we want them to!): Continue reading “Going to the land of the dead”

Irmandade e Visão de Mundo

Escrito por Andreia Marques e publicado originalmente em Heathen Brasil.

É bastante comum ver novos heathens (ou ásatruár, ou até mesmo pagãos em geral), empolgados com a descoberta de outros heathens ou pagãos, cumprimentá-los da maneira: “Hail, irmãos!”

Irmandade é uma coisa interessante. A visão de mundo dos povos germânicos pré-cristão é bastante fundamentada em irmandade, e nos laços familiares. Não é à toa que honramos nossos ancestrais e que quebrar um juramento é uma das piores coisas que se pode fazer. A visão de mundo desses povos era profundamente enraizada na comunidade e na solidariedade mútua intra-tribo, intra-clã, intra-família. Continue reading “Irmandade e Visão de Mundo”

Pequenas reflexões sobre a Völva, o conhecimento, e o papel da mulher no heathenismo

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Texto por Sonne Heljarskinn
Postado originalmente em facebook

As völvas são mulheres que nas tribos nórdicas desenvolviam funções *semelhantes* mas não idênticas às dos xamãs. Elas tinham a liberdade de viajar e fazer oráculos, sendo bem recebidas e gratificadas por seu saber. Ainda assim, não nos interessa falar das völvas em geral aqui, mas de uma em particular, tamanha a sua importância: aquela que Óðinn foi buscar no mundo dos mortos, em sua sede de conhecimento. Continue reading “Pequenas reflexões sobre a Völva, o conhecimento, e o papel da mulher no heathenismo”