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Ilustração por Wildwood.

A medicina tradicional e o melhoramento da vida através de ervas de vários tipos era algo conhecido de diversos povos, e os germânicos não eram exceção. Aqui você encontrará informações sobre ervas, plantas, frutas, e suas utilizações, e demais informações necessárias. Conforme mais informações forem encontradas a lista será aumentada. Por favor, deixe em nossos comentários sugestões de ervas e plantas importantes para adicionarmos aqui.


Açaí – Euterpe oleracea

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A planta, açaizeiro, nasce em touceiras, e é um pequeno arbusto da floresta tropical Amazônica. Atualmente, pode ser facilmente encontrado na Venezuela, Colômbia, Equador, Guianas e Brasil. A produção do açaí acontece durante todo o ano, mas é mais potente entre os meses de agosto e dezembro, quando há diminuição das chuvas. Suas propriedades envolvem ações antioxidantes, vasodilatadoras, anti-inflamatórias, tônicas e energéticas. Quando adicionado à dieta diária, pode trazer muitos benefícios para a saúde. O consumo da fruta, devido à presença de antocianidinas, ajuda a prevenir o envelhecimento das células e dos órgãos. Quando consumida regularmente e concomitante à uma alimentação equilibrada, ajuda a diminuir os níveis do colesterol ruim e diminui os riscos de doenças cardiovasculares. Além disso, é eficaz na proteção contra o câncer devido à presença do ácido oleico. A fruta e seus componentes bloqueiam a ação dos genes que causam o câncer, além de atrasar o desenvolvimento dos tumores e fazer com que as células da doença se autodestruam. Algumas propriedades do açaí são responsáveis por deixar o cérebro alerta, e por proteger dos danos cerebrais que podem vir a evoluir para um quadro de Alzheimer. Devido à presença de ômega-6 e ômega-9, além de outros ingredientes, o açaí auxilia na redução do colesterol ruim e regula o bom. Os componentes da fruta ajudam a combater o envelhecimento das células, prevenindo rugas precoces. Além disso, graças aos altos níveis de antioxidantes, ajuda a manter as artérias saudáveis. Com alto teor energético, a fruta ajuda a manter o pique na hora de treinar e praticar atividades físicas, além de, pela presença do ferro, fortalecer os músculos e prevenir anemias. Além destes, o açaí traz ainda alguns benefícios como a saciedade, sua ação como vasodilatador e tônico natural.

Fontes: 1, 2.


Alecrim – Rosmarinus officinalis

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A medicina popular recomenda o alecrim como um estimulante às pessoas atacadas de debilidade, sendo empregado também para combater as febres intermitentes e a febre tifóide. Uma tosse pertinaz desaparecerá com infusões de alecrim, que também se recomendam a todas as pessoas cujo estômago seja preguiçoso para digerir. Também apresenta propriedades carminativas, emenagogas, desinfetantes e aromáticas. É ainda relaxante muscular, ativador da memória e fortalece os músculos do coração. Cientistas dizem que ramos de alecrim deveriam ser dependurados em oficinas e áreas onde crianças fazem tarefas escolares para um melhor funcionamento da memória. O alecrim também é útil para tratar problemas de cabelo (inclusive a queda). Além do seu alto teor em antioxidantes, esta planta ajuda a aumentar a circulação sanguínea, quando aplicada nas áreas capilares. Uma infusão de alecrim faz-se com quatro gramas de folhas por uma chávena de água a ferver. Toma-se depois das refeições. Possui grande quantidade de hesperidina, um bioflavanóide com efeitos antinociceptivos comprovados contra gota. É utilizada também como tempero, fresco (preferencialmente) ou seco, é apreciado na preparação de aves, caça, carne de porco, salsichas, linguiças e batatas assadas. Na Itália é utilizado em assados de carneiro, cabrito e vitela. Em churrascos, recomenda-se espalhar um bom punhado sobre as brasas do carvão aceso, perfumando a carne e difundindo um agradável odor no ambiente. Pode ser utilizado ainda em sopas e molhos. É contra indicado para mulheres grávidas uma vez que acredita-se possuir efeitos abortivos.

Fontes: 1.


Babosa – Aloe vera

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A efetividade da Aloe quanto ao uso externo (aplicação tópica) é unânime. Sobre a pele, as substâncias contidas na babosa agem formando uma camada protetora e refrescante, com amplo uso cosmético e medicinal. A babosa também é muito útil para o tratamento de cortes e feridas, acne, coceiras, manchas na pele, picadas de insetos, dores musculares, problemas digestivos, artrite, sinusite e asma, além do combate eficiente à queimaduras, seja por fogo ou raios solares. Os principais componentes da babosa (aloína, aloeferon, aloetina e barbalodina) são responsáveis pelas propriedades cicatrizantes, além de características tônico-digestivas e laxantes. Quanto a utilidade da babosa no tratamento do câncer, alguns estudos já concluíram que a planta fortalece o sistema imunológico e tem ação anti-inflamatória e antiviral (inclusive inibindo a multiplicação do vírus da AIDS). Algumas pesquisas isoladas mostraram que os oligossacarídeos presentes na composição ajudam a combater as células malignas. Algumas pesquisas sugerem que os princípios ativos encontram-se no gel mucilaginoso das folhas da babosa e não na casca da folha.

Fontes: 1.


Boldo-de-jardim – Plectranthus barbatus

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Indicado como analgésico, estimulante da digestão e combate azias. Quando usado por longos períodos, pode causar irritação gástrica. Seu uso é eficaz no combate a males hepáticos. O boldo deve ser evitado durante a gravidez, pois pode ter propriedades abortivas. O boldo traz melhoras especialmente para o fígado. Ajuda a funcionar melhor, é bom também para quem tem hepatite ou problemas assíduos ligados ao fígado, como, suores frios, dor de cabeça, e mal estar. O boldo quando tomado meia hora antes da comida ajuda na digestão e melhora as funções do aparelho digestivo, porem quando tomado por um longo período pode causar irritações gástricas. Propriedades medicinais: Estimula as funções digestivas aumentando a secreção biliar e é diurético. Atua sobre o sistema nervoso ocasionando sono e leve torpor por ser também hipnótico. Segundo estudos de laboratórios, as folhas de boldo têm demonstrado seu poder curativo em diferentes patologias como problemas gastrointestinais, espasmos e dispepsia. A planta é usada na homeopatia no tratamento de desordens digestivas, como laxante, diurético e para todos os tipos de problemas hepáticos. Geralmente é confundido com o Boldo-do-chile, o Peumus boldus.

Fontes: 1.


Capim-santo – Cymbopogon citratus

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É uma planta usada em medicina popular, sendo, para esse efeito, utilizadas as folhas que, em infusão, têm propriedades febrífugas, sudoríficas, analgésicas, calmantes, anti-depressivas, diuréticas e expectorantes, além de ser bactericida, hepatoprotectora, antiespasmódica, estimulante da circulação periférica, estimulante estomacal e da lactação. Os compostos químicos a que se devem estas propriedades são citral, geraniol, metileugenol, mirceno, citronelal, ácido acético e ácido capróico.

Fonte: 1.


Erva-cidreira – Melissa officinalis

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As propriedades da Erva-cidreira incluem sua ação calmante, antiviral, anti-espasmódica, sudorífera, anti-inflamatória, antibiótica e antinevrálgica. Acredita-se que ajude a conciliar o sono. A Erva-cidreira possuir uma grande quantidades de nutrientes essenciais que fornecem uma ampla gama de benefícios de saúde. É uma fonte de vitaminas essenciais, tais como a Vitamina A, Vitamina B1 (tiamina), Vitamina B2 (riboflavina), Vitamina B3 (niacina) Vitamina B5 (ácido pantotênico), Vitamina B6 (piridoxina), Vitamina folato e Vitamina C. e os minerais como Potássio , Cálcio, Magnésio, Fósforo, manganês, cobre, Zinco e ferro, que são necessários para o bom funcionamento do corpo humano. É  eficaz no alívio da dor e desconforto causado pela reumatismo. Ele pode ser aplicada diariamente, ajudando a aliviar as dores e outros sofrimentos dolorosos. A erva cidreira possui um efeito contra problemas gástricos. Além disso, estudos relatam que sua atividade antiespasmódica e carminativa beneficiam o sistema digestivo, inclusive com melhora da indigestão associada à tensão nervosa. Muitas vezes, os indivíduos apresentam problemas gástricos devido ao estresse. O efeito sedativo e ansiolítico da erva cidreira pode auxiliar, amenizando sintomas gástricos e facilitando a digestão. A Erva cidreira ajuda a reduzir a produção de gases, isto provavelmente ocorre devido à capacidade do alimento de relaxar os tecidos. A Erva cidreira pode ser indicada em casos de cólicas menstruais porque ela proporciona o relaxamento, inclusive dos tecidos, e por isso ajuda a aliviar este problema. Ela possui forte ação antioxidante. Por isso, irá combater os radicais livres e evitar o envelhecimento celular, prevenir câncer, evitar a degeneração da mácula, proteger o coração e evitar doenças cerebrais degenerativas. Ajuda a restaurar os sistemas vitais que são responsáveis pela defesa do corpo, incluindo a digestão, respiração, excreção e do sistema nervoso. Isso ajuda a melhorar a absorção de nutrientes e reforça o mecanismo de defesa imune do corpo.

Fontes: 1, 2.


Erva-mate – Ilex paraguaiensis

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Os primeiros povos de que se tem conhecimento de terem feito uso da erva-mate são os índios guaranis, que habitavam a região definida pelas bacias dos rios Paraná, Paraguai e Uruguai na época da chegada dos colonizadores espanhóis; e os índios caingangues, que habitavam o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Misiones. Da metade do século XVI até 1632, a extração de erva-mate era a atividade econômica mais importante da Província Del Guayrá, território que abrangia praticamente o Paraná, e no qual foram fundadas três cidades espanholas e quinze reduções jesuíticas. É com ela que se faz o tradicional chimarrão, que chegou a ser proibido no sul do Brasil durante o século XVI, sendo considerado “erva do diabo” pelos padres jesuítas das reduções do Guairá. A partir do século XVII, no entanto, os mesmos mudaram sua atitude para com a bebida e passaram a incentivar seu uso com o objetivo de afastar a população local do consumo de bebidas alcoólicas. Estudos detectaram, na bebida, a presença de muitas vitaminas, como as do complexo B, a vitamina C e a vitamina D, e de sais minerais, como cálcio, manganês e potássio. Combate os radicais livres. Auxilia na digestão e produz efeitos antirreumático, diurético, estimulante e laxante. Não é indicado para pessoas que sofrem de insônia e nervosismo, pois é estimulante natural. Contém saponina, que é um dos componentes da testosterona, razão pela qual melhora a libido. Análises e estudos sobre a erva-mate têm revelado uma composição que identifica diversas propriedades benéficas ao ser humano, pois estão contidos, nas folhas da erva-mate, alcaloides (cafeína, teofilina, teobromina etc.), ácidos fólicos e cafeico (taninos), vitaminas (A, B1, B2, C, e E), sais minerais (alumínio, ferro, fósforo, cálcio, magnésio, manganês e potássio), proteínas (aminoácidos essenciais), glicídeos (frutose, glucose, sacarose etc.), lipídios (óleos essenciais e substâncias ceráceas), além de celulose, dextrina, sacarina e gomas. O consumo da erva-mate está relacionado também ao poder que ela tem de estimular a atividade física e mental, atuando beneficamente sobre os nervos e músculos, combatendo a fadiga, proporcionando a sensação de saciedade, sem provocar efeitos colaterais como insônia e irritabilidade (apenas pessoas sensíveis aos estimulantes contidos na erva-mate podem sofrer algum efeito colateral). A erva também atua sobre a circulação, acelerando o ritmo cardíaco e harmonizando o funcionamento bulbo medular. Age sobre o tubo digestivo, facilitando a digestão sendo diurética e laxativa. É considerada ainda um ótimo remédio para a pele e reguladora das funções cardíacas e respiratórias, além de exercer importante papel na regeneração celular.

Fontes: 1, 2.


Ginkgo biloba

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Ginkgo biloba, de origem chinesa, é uma árvore considerada um fóssil vivo, pois existia já no tempo dos dinossauros, há mais de 150 milhões de anos. É símbolo de paz e longevidade por ter sobrevivido às explosões atômicas no Japão. Acredita-se que o Ginkgo seja um nootrópico, sendo usado principalmente como intensificador de memória, de atenção e contra vertigem. Se destaca principalmente por melhorar a circulação sanguínea e, consequentemente, aumento do fluxo de oxigênio e nutrientes às células. Os principais nutrientes presentes no ginkgo biloba são os terpenóides e os bioflavonóides. Ambas as substâncias possuem ação antioxidante e por isso são benéficas em todas as doenças onde a oxidação é intensa, por exemplo, elas vão reduzir a velocidade de envelhecimento do cérebro. Em decorrência da ação antioxidante e proteção frente aos danos causados por radicais livres, atua positivamente em doenças oftalmológicas, pela redução de lesões celulares na retina e da degeneração macular. Por contribuir para a melhor circulação em todo o organismo, o fluxo de sangue para o cérebro também ficará maior. Assim, o ginkgo biloba pode ajudar em casos leves de labirintite e quando a pessoa sente tontura. Adicionalmente, pode ser utilizado como estratégia terapêutica complementar diante de quadros de enxaquecas. Os neurônios precisam produzir uma substância para que o cérebro fique ativo, a acetilcolina. Para que essa substância se forme, a colina precisa entrar dentro dos neurônios. O ginkgo biloba age facilitando a entrada da colina na acetilcolina. Assim, pesquisas apontam que o ginkgo biloba ajuda a melhorar a memória e a atenção em pacientes idosos. Por ter a ação vasodilatadora, o ginkgo biloba irá melhorar toda a circulação no organismo, inclusive para o coração e o cérebro. Adicionalmente, atua diminuindo o risco de trombose pela menor agregação plaquetéria, pois inibe o fator de agregação das plaquetas (PAF), contribuindo para diminuição da viscosidade do sangue.  O ginkgo biloba estimula a produção do óxido nítrico que tem ação vasodilatadora e assim é benéfico para quem possui pressão alta.

Fontes: 1, 2.


Guaco – Mikania glomerata

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O Guaco é um tipo de planta medicinal utilizado contra gripe, rouquidão, infecção na garganta, tosse, bronquite. A planta é também conhecida como erva-de-serpentes, cipó-catinga ou erva-de-cobra. O guaco sempre foi muito conhecido pelos índios brasileiros, que usavam a planta para combater o veneno das serpentes (daí vêm alguns dos seus nomes populares). Ainda hoje, em algumas regiões do Brasil, o macerado das folhas é aplicado em forma de cataplasma sobre picadas de cobras e outros animais peçonhentos. Existe também a tradição de usar a planta fresca e nova (cujas folhas emanam um aroma intenso e agradável) para manter as cobras afastadas. Pesquisas realizadas na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) comprovaram os efeitos do guaco contra câncer, úlcera e afecção por microrganismo, além de prevenção da cárie e da placa bacteriana dos dentes. Popularmente, o guaco continua sendo usado para tratar reumatismo, infecções intestinais e cicatrizar ferimentos.

Fontes: 1.


Guaraná – Paullinia cupana

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Sementes de guaraná descascadas, em pó e torradas

O guaraná é um estimulante: aumenta a resistência nos esforços mentais e musculares e diminui a fadiga motora e psíquica. Por meio das xantinas que possui (cafeína e teobromina), o guaraná produz maior rapidez e clareza do pensamento. Entretanto, se ingerido em excesso, provoca efeitos colaterais como insônia, irritabilidade, taquicardia, azia e dependência física. Alguns efeitos atribuídos ao consumo de guaraná é de que ele é afrodisíaco, tem ação tônica, é adstringente, febrifugo, diurético e serve para o cansaço físico e mental, imunestimulante, antioxidante, combate a obesidade e melhora a pressão sanguínea, etc. A teofilina e a teobromina têm efeito broncoprotetor, ação imunomoduladora e antiinflamatória, retardando o processo de envelhecimento e inibindo a deposição de colesterol nas artérias, permitindo melhor irrigação sanguínea em todo organismo. O consumo do guaraná aumenta o gasto calórico diário e diminui o apetite, por manter estáveis os níveis de glicose no sangue, combatendo assim, a obesidade. É rico em catequina que é uma substância que combate os radicais livres, tendo efeito antioxidante, prevenindo o envelhecimento.

Fontes: 1.


Hortelã – Mentha spicata

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utilizada como tempero em culinária, como aromatizante em certos produtos alimentares, ou para a extração do seu óleo essencial. Por vezes, simplesmente cultivada como planta ornamental.É uma das plantas mais usadas do mundo É também utilizada como planta medicinal, estando inscrita nas farmacopeias de muitos países da Europa. De entre as inúmeras virtudes citadas, podem destacar-se: estimulante, estomacal, carminativo. Usado nas atonias digestivas, flatulências, dispepsias nervosas, empregado nas palpitações e tremores nervosos, vômitos, cólicas uterinas, útil nos catarros brônquicos facilitando a expectoração. O chá feito de hortelã também é usado como calmante. Em geral usa-se o óleo essencial ou uma infusão das folhas e sumidades floridas. Em suas propriedades medicinais, é usada como antisséptico, aromática, digestivo, estomáquica e expectorante.

Fontes: 1, 2.


Juazeiro – Ziziphus joazeiro

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Seus frutos, do tamanho de uma cereja, são comestíveis e utilizados para fazer geleias, além de possuírem uma casca rica em saponina (usada para fazer sabão e produtos de limpeza para os dentes). São também utilizados na alimentação do gado na época seca. A árvore é reputada por diversas propriedades medicinais. Entre seus componentes químicos, destacam-se vitamina C, pó de juá, cafeína, ácido betulínico e saponinas (estas últimas consideradas tóxicas, se ingeridos em grandes quantidades).

Fontes: 1.


Maconha – Cannabis sativa

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Os benefícios medicinais que a planta traz já são conhecidos há pelo menos seis mil anos, quando chineses já relatavam sugestões de uso da maconha para tratar a asma, cólicas menstruais e inflamações de pele. Até 1937, empresas dos Estados Unidos comercializavam chás feitos com substâncias da maconha para combater asma, dor e estresse. Quando não é usada adequadamente ou com acompanhamento médico, a substância pode ser prejudicial à saúde em vários aspectos, como na perda de memória, no agravamento de sintomas da esquizofrenia, além de disfunção erétil, esclerose múltipla e até mesmo encolhimento do cérebro. A canabis não cura o câncer, mas alivia o sofrimento causado pela quimioterapia, diminuindo as crises de náusea e vômitos. Isso pode ser essencial no tratamento, já que muitos pacientes desistem dele por não aguentar as reações causadas no organismo. Em uma pesquisa feita em 1991 pela Universidade Harvard (EUA), 70% dos médicos que tratam câncer afirmaram que recomendariam o uso de maconha se ela fosse legalizada nos EUA. Nesse mesmo ano, a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconheceu a maconha como medicamento. A cura definitiva para a AIDS ainda não foi encontrada. Mas os portadores da doença podem conseguir um efeito importante no corpo usando a erva natural: o aumento de apetite. Sim, isso que popularmente conhecemos como “larica”. Pacientes com AIDS podem perder até quatro quilos por mês e morrer por desnutrição. Mas a maconha não é indispensável, já que existem outros medicamentos que produzem o mesmo efeito. No início dos anos 90, foi descoberta uma substância na canabis que é muito eficiente no combate à dor. A erva natural é tão eficaz nisso que esse efeito já aparece em relatos chineses de mais de quatro mil anos. Um americano chamado Burton Aldrich, tetraplégico, afirmou que a maconha foi a única solução para o fim das dores insuportáveis que ele sentia. “Depois de cinco minutos fumando maconha, os espasmos foram embora e a dor neuropática desapareceu”, afirmou ele. O glaucoma faz com que a pressão no olho aumente, o que torna a doença a maior causa de cegueira no Brasil. A maconha diminui essa pressão na órbita ocular, pois o THC – substância química que compõe a planta – controla a ação dos líquidos que correm na córnea e na íris. Chocolate, cigarro, chicletes… muitas pessoas tentam combater a ansiedade com essas substâncias. A maconha é proibida, mas também pode ser usada para tentar diminuir a agitação. Algumas pessoas, principalmente as que não estão habituadas à erva, podem ter o efeito oposto, entretanto. A maconha é usada também para o tratamento da depressão e insônia – que podem surgir em decorrência da ansiedade em excesso. Atualmente no Brasil, graças ao efeito psicoativo da substância THC contida nas flores femininas, a erva é proibida no Brasil tanto para cultivo como para consumo.

Fontes: 1, 2.


Mastruz – Chenopodium ambrosioides

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O Mastruz ou erva-de-santa-maria é uma excelente fonte de várias vitaminas, tais como Vitamina A e Vitamina C e principalmente Vitaminas do complexo B. Além disso, possui os mineiras Cálcio, Ferro, Fósforo, Zinco e Potássio. Consequentemente suas propriedades são vastas, ela é um ótimo cicatrizante de machucados, isso porque, suas folhas carregam uma grande quantidade de óleos essenciais. O Mastruz também é anti-inflamatória, expectorante, vermífuga, cicatrizante, aromática, sedativa, abortiva, digestiva, antifúngica, antimicrobiana e antiviral. O Mastruz é uma excelente fonte em Vitamina C, sendo um poderoso aliado para as defesas do organismo, pois eleva a imunidade e evita assim diversas futuras doenças e infecções. Quem possui problemas respiratórios, fuma já por muitos anos ou sofre de asma, congestão nasal ou bronquite, também é beneficiado pelo consumo da planta, que limpa do corpo o muco e catarro, facilitando que o sistema respiratório funcione adequadamente. As Folhas de Mastruz também são usadas como cataplasma nas articulações artríticas, pé de atleta, e picadas de insetos. As folhas secas de Mastruz é usada para aliviar o reumatismo, desmaios, queimaduras e tifo. O Mastruz também ajuda na indigestão e com problemas de gastrite. Quem sofre com flatulência também pode ser beneficiado com o seu uso. O Mastruz é benéfico para quem tem crises de rinite, asma, sinusite, com apenas uma xícara de chá, ela ajuda a limpa o muco e o catarro. O Mastruz também possui propriedades que atuam na constipação intestinal, em coceiras e recuperação da pele ferida por ser emoliente. O chá de Mastruz não é indicado para mulheres grávidas, pois é abortivo. Consumido por um período de tempo muito longo pode causar infertilidade. Além disso, a planta é para tratamentos imediatos e não é recomendado seu uso contínuo, ela causa náuseas. Não é recomendado para crianças. Antes de iniciar o tratamento com essa erva procure seu médico.

Fonte: 1.


Sugestões de links com informações sobre ervas e seus usos:

Grimório Pagão