Oráculo de Runas: Uma Análise Crítica

Por Seaxdéor A Antítese Runas são um assunto complexo. Elas não foram usadas pelos germânicos como um oráculo. A primeira vez que elas são claramente assim mencionadas é a partir da obra de Ralph Blum, The Book of Runes: A Handbook for the Use of an Ancient Oracle, um livro dos anos 1980. O título em si é um erro não muito bem intencionado. Dentro … Continue a ler Oráculo de Runas: Uma Análise Crítica

Família, paganismo e história

Por Andreia Marques
Publicado originalmente em Heathen Brasil

Corre na Internet um “debate” (se podemos chamá-lo de debate) a respeito da posição do homem e da mulher na sociedade. Natural, considerando-se as mudanças sócio-culturais trazidas pela Revolução Industrial e a era da informação. No meio heathen, a AFA (Asatru Folk Assembly) fez uma declaração sobre “valorizar suas mulheres femininas, seus homens masculinos e suas crianças brancas”. Racismo, homofobia e sexismo casuais à parte, eles mencionam apoiar os valores da “família tradicional”. Continue a ler “Família, paganismo e história”

O paganismo e o preconceito, II

Por Andreia Marques

Publicado originalmente em Heathen Brasil

 No post anterior, eu falei extensivamente do risco que pagãos das diversas vertentes correm, devido a associações com uma visão “popular” do satanismo, da bruxaria e da macumba. Hoje, falemos sobre outro assunto, que é a pura falta de reconhecimento da própria existência de nossos deuses, enquanto deuses, ou de respeito pelo culto a eles. Continue a ler “O paganismo e o preconceito, II”

Honra, fama e comunidade

Por Andreia Marques.
Publicado originalmente em Heathen Brasil.

Um dos grandes problemas de se entender o mundo antigo e portanto adotar uma visão de mundo de acordo (tanto quanto possível, pelo menos), não se encontra tanto na escassez de fontes (okay, se encontra nisso também), mas também nos desentendimentos sobre certos conceitos, que mudam de significado ao longo do tempo. Continue a ler “Honra, fama e comunidade”

Heathenry, Ásatrú, Odinismo: sobre os nomes de caminhos no paganismo nórdico/germânico

Por Seaxdēor, revisão de Dannyel de Castro

No dia 7 de dezembro mudamos oficialmente o nome de nosso projeto de Ásatrú & Liberdade para Heathenry & Liberdade, uma transição que durará algum tempo para se completar. Isso levantou a questão de que todos os vários nomes como Ásatrú,  Heathenry, Odinismo, seriam a mesma coisa? Não são todos a continuação da religião dos nórdicos? Na verdade, não exatamente. Vamos dar uma olhada nesses nomes, suas origens e significados, e entender porque a distinção é necessária. Continue a ler “Heathenry, Ásatrú, Odinismo: sobre os nomes de caminhos no paganismo nórdico/germânico”

A lareira proto-indo-europeia

Por David Fickett-Wilbar (Ceisiwr Serith) em inglês, no site da ADF.
Tradução de Seaxdēor

“Vamos orar com um bom fogo”. (Rig Veda (1.26.9))

A importância do fogo na religião indo-europeia (IE) é assegurada pelas línguas IE, por meio de cognatos como o hitita hashsha, “lareira” [hearth, fireplace], latim ara, “altar”, e sânscrito asa, “cinzas” [ashes] (Polome, 1982, pág. 392). Um altar, para os IEs, era um fogo, e um fogo poderia ser usado como um altar. Os IEs não viram um fogo como uma única coisa, no entanto, distinguindo vários tipos. Este artigo irá explorar esses tipos, propor e modelo original proto-indo-europeu (PIE) para eles, e fazer sugestões para aplicar esta informação ao ritual da ADF. Continue a ler “A lareira proto-indo-europeia”

Guerra de egos: a ruína da Ásatrú e de todo o paganismo germânico no Brasil

Por Seaxdēor

O paganismo germânico é uma religião que morreu. Existem pelo menos mil anos entre a última forma de paganismo de povos germânicos e a primeira tentativa de trazê-lo novamente à vida. Não existem tradições milenares intactas. E assim começamos nossa conversa. Continue a ler “Guerra de egos: a ruína da Ásatrú e de todo o paganismo germânico no Brasil”