Wiccatrú: ou, “Uma das coisas que a Ásatrú não é”

Por Esteban Sevilla, goði do Kindred Irminsul da Costa Rica, em espanhol.
Tradução para o português de Seaxdēor.

A Wicca Nórdica

A respeito deste tipo de Wicca não há muito o que dizer a seu favor. A Wicca é uma crença misteriosa e cerimonial. A Wicca Nórdica é uma mescla de Wicca e Ásatrú. A Wiccatrú pretende mesclar os procedimentos rito-cerimoniais tradicionais da Wicca com alguns deuses do panteão nórdico-germânico que possam ter um arquétipo que substitua o “Deus e a Deusa”, ou “A Deusa Tríplice”. Alguns desses sincretismos poderiam encaixar-se como: Deus e Deusa/Freyr e Freyja ou Deusa Tríplice/Frigg, Sif e Freyja. Está claro que nas religiões germânicas não havia uma trindade de deusas (as Nornir não são deusas nem veneráveis), além disso, as trindades pareciam ser principalmente masculinas, como o são Odin, Vili e Vé. Continuar a ler

Beowulf – Esquema

(Este texto não é de autoria da Ásatrú e Liberdade. Está sendo republicado pois o original está num blog antigo, que pode sair do ar a qualquer momento, já que o wordpress exclui blogs inativos.)

1- Dados históricos:

Aproximadamente a partir do ano 285 d.C. os germanos do mar do norte descobriram sua vocação marítima, infestando a costa da Gália, Bretanha e do norte da Espanha com piratas oriundos do território, que atualmente designa a Alemanha e Dinamarca. Essa pirataria primitiva que era intensiva sobre as Ilhas Britânicas foi rapidamente transformada em núcleo de povoação, o que posteriormente se figurou como colonização. Em 407 d.C o imperador romano Constantino III buscando engrossar as defesas fronteiriças de Roma contra os “bárbaros”, fez a transferência das tropas romanas das Ilhas Britânicas para o continente, deixando o território livre para as incursões germânicas, que tiveram de enfrentar os povos celtas que habitaram aquela região após o domínio romano. Continuar a ler

A morte e depois dela, IV: destinos

Por Andreia Marques.

Publicado originalmente em Heathen Brasil.

Os mortos estão entre nós. E, um dia, nós nos juntaremos a eles. De uma forma ou de outra, haja uma vida posterior ou não, nossa existência continua: quer no impacto que nossas vidas causaram, nas lembranças que deixamos na mente dos sobreviventes, quer com um simbolismo cruel na forma do draugr, quer em um reino, ou mundo, ou estado alterado, onde os mortos habitam. Continuar a ler

Desfazendo mitos modernos sobre o reconstrucionismo Heathen

O antigo paganismo, depois de intensa guerra religiosa, foi destruído. E agora, como o recuperaremos?

Por Seaxdēor

Como existe muita controvérsia sobre “o que” é o reconstrucionismo e muitas pessoas o criticam sem sequer entender, vamos tentar apresentar o que ele é, e o que ele não é, do nosso ponto de vista enquanto reconstrucionistas (já que não-reconstrucionistas vivem dizendo o que é, do ponto de vista deles). Continuar a ler

Um Heathen Fora da Cidade

Por Sonne Heljarskinn

Estou num daqueles momentos que todos temos. Muitas responsabilidades, muitas coisas na cabeça, tantas preocupações que até o sono falta. Me enrolo em uns panos, venho para fora, olhar para Nótt, ver as estrelas brilhando, grilos cantando, um galo ou outro adiantado estufando o peito com seus cacarejos. As estrelas cintilam calmamente. Continuar a ler

Manifesto do Paganismo Germânico no Brasil: 2 Anos Depois

Por Sonne Valur (Heljarskinn)

Cultura Germânica e a Escalada do Ódio

Poucos dias atrás a ignorância emanando de Charlottesville levantou antigos debates, que nem parecem coisa do século XXI. A pequena cidade dos Estados Unidos foi palco para neonazistas exporem o seu ódio, usando como justificativa serem contra a (necessária) destruição de estátuas que representam figuras pró-escravidão de um dos (tantos) períodos vergonhosos da história da colonização das Américas pelos europeus. Continuar a ler

A morte e depois dela, III: Draugar

Os mortos estão entre nós. Eles vivem em seus túmulos, em nossas memórias, em nosso material genético. Existem mais pessoas mortas que vivas; sempre existirá. Nossas civilizações são construídas sobre os corpos e as vidas de milhões — bilhões — de gerações passadas, até a tão-falada sopa primordial. Continuar a ler