Animismo na Heathenry

Publicado originalmente em Heathen Hearth.

Tradução para o português por Sonne Heljarskinn.

“E proibimos fervorosamente todo paganismo: o paganismo é que os homens adoram ídolos; Ou seja, adoram deuses pagãos, e a Sol ou o Lua, fogo ou rios, fontes de água ou pedras, ou árvores da floresta de qualquer espécie … ”
As Leis do Rei Cnut.

A filosofia animista tornou-se influente no movimento neo-pagão através da influência combinada das ideias do ativismo ambiental sobre a interconexão de todas as partes da biosfera e da pesquisa antropológica e histórica em ambas as tradições pré-cristãs que o Continue reading “Animismo na Heathenry”

Crer nos deuses certos ou agir corretamente?: Um dilema na Ásatrú

Por Sonne Heljarskinn

Tentarei, por vários motivos ser breve neste texto. Por isso alguns pontos serão aprofundados apenas futuramente.

Esse texto será apenas um amontoado rápido de questionamentos. Espero que sirva para causar reflexão tanto em pagãos recentes, ou mesmo naqueles que são filhos de pagãos. Continue reading “Crer nos deuses certos ou agir corretamente?: Um dilema na Ásatrú”

Povos Germânicos

Texto por Andreia Marques
Publicado originalmente em Heathen Brasil

Uma coisa que vocês já devem ter percebido, é que eu falo muito em “povos germânicos”. Povos, porque são muitos. Germânicos, porque compartilham de um traço em comum — esses povos idiomas que fazem parte de uma família linguística comum, a chamada família germânica. Continue reading “Povos Germânicos”

O meu caminho até o culto doméstico (hearth cult)

Por Sonne Heljarskinn

Sunnôniz Fulka Herthaz

Geralmente faço textos bem objetivos, sobre aspectos generalistas da visão de mundo dos antigos povos germânicos, mas hoje a conversa é mais pessoal. Tenho estado um pouco afastado da escrita pois estou sem PC. Isso me deu a oportunidade de ler e viver muitas coisas, as quais eu gostaria de compartilhar com você. Continue reading “O meu caminho até o culto doméstico (hearth cult)”

Urðr, örlög, destino

Texto de Andreia Marques
Publicado originalmente em Heathen Brasil

Certa vez, uma amiga me contou a seguinte estória: imagine que você está viajando, e você tem que atravessar um grande campo. Seu objetivo é atravessar este campo, mas você pode fazê-lo de várias maneiras: você pode escolher atravessar as montanhas, pode seguir o curso do rio, pode caminhar pelas áreas planas, etc..

E pode ser que não lhe seja dada uma escolha, e você realmente tenha que seguir um determinado caminho. As circunstâncias nem sempre estão sob seu controle, afinal.

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Uma reflexão sobre Freyja

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Demorei muito para escrever sobre Freyja pois o texto não poderia ser curto. Uma análise sobre a Senhora (tradução literal de seu nome) é algo perigoso. Freyja é uma deusa muito popular e superficialmente muito conhecida. Mas ela é uma estrela estereotipada. Não vou aqui simplesmente mencionar nomes e objetos desta deusa – isso você encontra facilmente na Wikipédia ou em qualquer página meia-boca sobre mitologia. Sua importância provavelmente reflete o fato de que apenas um nome indireto tenha chegado dela para nós – é bem possível que ela fosse chamada por outro nome, mas a forma respeitosa “Senhora” tenha se mantido por ser mais popular que chamá-la por seu nome real.

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Os Landvaettir

The Spirit of the Forest. Unusual tree found in the mountains of Bulgaria. Photo: Deyan Kossev
Espírito da Floresta. Árvore incomum encontrada em montanhas da Bulgária. Foto: Deyan Kossev

 

Por Sarenth Odinson em inglês. Tradução por Wander Stayner.

Pedi sugestões de tema sobre os quais eu pudesse escrever, e meu amigo Rhyd Wildermuth do Paganarch me pediu que escrevesse sobre os landvaettir.

Os Landvaettir são espíritos da terra. Podem ser tão grandes quanto uma cidade inteira, se extender ao comprimento de um vale, ou ser tão grandes quanto uma montanha. Podem ser árvores ou pedregulhos milenares, ou pequenas pedras e pedaços de terra. Eles são o espírito vivo da terra em si. Compartilhamos cada centímetro e cada momento de nossas vidas com os landvaettir. Eles estão nas fazendas, na selva e nas cidades. São o nosso lar, e a variedade de materiais nos quais eles se dividem; eu os chamo housevaettir. Continue reading “Os Landvaettir”