Guerra de egos: a ruína da Ásatrú e de todo o paganismo germânico no Brasil

Por Seaxdēor

O paganismo germânico é uma religião que morreu. Existem pelo menos mil anos entre a última forma de paganismo de povos germânicos e a primeira tentativa de trazê-lo novamente à vida. Não existem tradições milenares intactas. E assim começamos nossa conversa. Continue a ler “Guerra de egos: a ruína da Ásatrú e de todo o paganismo germânico no Brasil”

Cosmologia nórdica: Nove mundos? — Uma reflexão

Por Seaxdēor Comumente temos a ideia de que as Eddas retratam fielmente a maneira que os povos tribais germânicos em geral viam a realidade, o que não é o caso, sempre. Diferentemente de outros povos letrados, os quais preservavam um conjunto de mitos de maneira razoavelmente intacta através do tempo, todas as histórias e explicações coletivas da realidade dos povos germânicos são bastante ligadas a … Continue a ler Cosmologia nórdica: Nove mundos? — Uma reflexão

Guardiões Limiares: Dūrupālas

Por Wōdgār Inguing, originalmente postado em Sundorwīc
Tradução de Seaxdēor

Erik Lacharity publicou recentemente um artigo em sua página, Allodium Francorum, que fornece informações sobre deidades francas das entradas (doorway), Francus e Vassus. Este artigo, embora arraigado no modelo franco, fornece um modelo viável para reconstruir um culto limiar (threshold) anglo-saxão paralelo, utilizando Hengest e Horsa nesse papel. Embora fosse supérfluo andar forte demais onde Allodium Francorum já pisou, há alguns paralelos que devem ser abordados sobre o que pode avançar a nossa compreensão deste culto. Continue a ler “Guardiões Limiares: Dūrupālas”

Fylgjur: espíritos guardiães e mães ancestrais

Publicado originalmente em Lady of the labyrinth.
Traduzido por Seaxdēor. 

O tema da fylgja na literatura nórdica

Resumido e traduzido [para o inglês] por Maria Kvilhaug da dissertação da Professora Else Mundal: “Fylgjemotiva i norrøn litteratur” (Universitetsforlaget, Oslo, 1974).

Resumo da tradutora – As fylgjur, como geralmente aparecem em sagas e poesia islandesas

Fylgja = Nórdico antigo para “seguidora” (feminino singular) Continue a ler “Fylgjur: espíritos guardiães e mães ancestrais”

O heathen e a anomia

Por Andreia Marques
Publicado originalmente em Heathen Brasil

Entre os pagãos que eu conheço (e sim, estou ciente da generalização e da limitação da população observadas), torna-se bastante clara a tendência de um desejo por uma vida mais simples. Essa simplicidade geralmente é ligada à vontade por um retorno à natureza, à vida do campo, à relação com o mundo natural e com um estado menos complexo e urbanizado de existência. Continue a ler “O heathen e a anomia”

Juramentos, Mæġen e Hamingja

Publicado originalmente por Sarenth Odinsson.
Tradução de Seaxdeor.

“Manter sua palavra é uma das coisas mais importantes que você pode fazer. Depois de quebrar a sua palavra, é difícil recuperar essa confiança. Às vezes, é quase impossível.” – Meu pai

Deve haver pouco mais de ser dito sobre os juramentos e o ato de fazê-los. Hoje em dia faço excessivamente poucos juramentos. Isso não é porque eu não sou confiável ou evito compromissos, mas porque os juramentos carregam mæġen própria, e junto com esse poder vinculativo, a mæġen dos outros e das outras partes. Esta mæġen afetará as comunidades as quais eu e eles estão ligados através da Hamingja. Continue a ler “Juramentos, Mæġen e Hamingja”

O Chifre de Três Pernas (Triple Horn)

Três chifres de beber entrelaçados são um importante símbolo dos nórdicos. Parece estar intimamente relacionado com o Valknut e a Triquetra e é muitas vezes referido como o “Chifre Triskelion”. Todavia, como vários símbolos, como o Valknut, o seu nome original (se o teve), e os nomes dados atualmente pouco provavelmente tem algo a ver com o nome original. O chamaremos de Chifre Triskelion por convenção. Continue a ler “O Chifre de Três Pernas (Triple Horn)”

A deficiência física e o heathenismo

Certa vez me perguntaram como eu, a autora, conciliava minha fé (nos deuses, ancestrais, vættir, o que for) e minha condição de deficiente física. Se eu não tinha raiva desse seres “permitirem” que eu fosse assim, etc.. Minha resposta, à época, é que simplesmente não há conflito: enquanto pagã e heathen, eu não espero um milagre, salvação, ou algo do gênero, e sentir raiva da … Continue a ler A deficiência física e o heathenismo