Pequenas reflexões sobre a Völva, o conhecimento, e o papel da mulher no heathenismo

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Texto por Sonne Heljarskinn
Postado originalmente em facebook

As völvas são mulheres que nas tribos nórdicas desenvolviam funções *semelhantes* mas não idênticas às dos xamãs. Elas tinham a liberdade de viajar e fazer oráculos, sendo bem recebidas e gratificadas por seu saber. Ainda assim, não nos interessa falar das völvas em geral aqui, mas de uma em particular, tamanha a sua importância: aquela que Óðinn foi buscar no mundo dos mortos, em sua sede de conhecimento.

Descrita na Völuspá, a passagem pode ser uma alusão a mesmo uma viagem “xamanística” – embora não estritamente xamânica – que o deus Caolho faz em busca de sabedoria. O próprio processo de seiðr envolve esse ato de ir ao mundo dos mortos com perguntas em busca respostas – e aqui abre-se uma brecha rápida para mencionar a GRANDE importância de Hel como deusa dos que morreram -, e existe uma grande identidade entre o que a Völuspá narra e aquilo que völvur ou seiðkonur praticam.

Isso dá-nos a oportunidade para uma coisa importante ser notada: é preciso compreender, ainda que ligeiramente, o papel da mulher na sociedade e na Heiðni, ou forn siðr, a antiga ritualística pagã do norte da Europa. Embora mulheres tivessem direito ao divórcio, à propriedade, e em alguns casos ainda pudessem se representar na thing, cabe lembrar que a maioria – mulheres pobres – ainda era forçada a se casar, o que só mudou ligeiramente com a entrada do cristianismo.

Todavia, se a mulher histórica da Escandinávia possui essa complexidade, a Völva que Óðinn chama dos mortos não tem tanta dificuldade em ser compreendida: ela conta a história do nascimento dos nove mundos até o seu fim. E, por que Óðinn a invocaria sem uma razão grande? Como o fato dela testemunhar os fatos que narrara? Essa Völva, essa grande völva, ao contrário das mulheres das religiões reveladas que possuem um papel misto entre o desastre, a irresponsabilidade e que contrastam com uma sexualidade desenfreada, é uma grande sábia fora de todos esses padrões e é procurada por Óðinn tanto quanto Mimir, para fins de aumentar o saber do velho Andarilho.

Essa völva que viu o fogo lamber o gelo primordial, que viu Ymir nascendo, que viu Auðumbla dando-lhe de comer, que viu o primeiro Aesir saindo do gelo a partir das lambidas dela, é a fonte de sabedoria desse poderoso deus, e chama a sua atenção por aquilo que tem a oferecer. Óðinn, como um seiðmann, busca esse poderoso espírito para se instruir.

Assim, a Völva, e aquilo que ela aprendeu mexendo com espíritos é muito útil. Sonhos, viagens, tudo isso serve na hora de contar suas histórias para Óðinn; e ainda assim ela é conhecida só o suficiente para alguém poderoso, mas humilde procura-la. O que a Völva não viu seu conhecimento das teias passadas e presentes do wyrd a faz inferir com precisão cirúrgica do que está por vir.

Pois a Völva precisa ser manifestada naquilo que ela arquetipiza: a poderosa mulher livre, sábia, autossuficiente, dona de si e do conhecimento universal – e perante a qual até mesmo o Furor precisa partir em busca para chegar a um nível de saber superior.

Valhalla is not for anybody

By Shane Viljar Ward Hovedsmann at Hvergelmir International

As the title suggests this is going to be a little look into the ever growing culture of want to be Warriors going to Valhalla due to fighting off a cold or other such nonsense

Firstly I would like to address these would be warriors; When people look at Heathenism and all they see is “I am going to Valhalla” all over the internet, I actually wondered what they must think! Are we all nut jobs looking for (as my friends would put it) Valhalidation? I have been seeing (as have we all) this number of would be’s double and even treble. This is mainly due to the fact that everyone that wanders across Heathenism, usually stumbles over the various fractions such as Oðinism in its different forms, who only promote themselves as “warriors” when we all know that at some point when it comes down to brass tacks and end up in a battle or a war, would wet themselves and run.

I have seen posts and comments alike on the various social sites about how a man with cancer will go to Valhalla because he was a soldier. NO. Why? Well for a couple of reasons firstly he didn’t die in battle as is one of the prerequisites, but not just any battle or die any old way, you have to be giving it everything you have, I mean push yourself past any and all limits and be probably the most vicious you can be, mainly because Oðin…well he doesn’t take just anyone. Also he doesn’t take every soldier, a lot of warriors are not soldiers, and vice versa. So being a soldier is not a free pass. I you think Valhalla is a place for “Drinking and having sex with Valkyrie” like I have seen a lot of people seem to believe, then you are more than likely a moron…in Valhalla (as it states in the sagas and Eddas) “You will fight all day” (more than likely die again) then “raise back up and feast and drink all night, to get up in the morning and start all over again”. Not once in any saga or Edda does it say that the Valkyr are to be touched by mortals.
I have also read that Police and Firefighters believe they will go to Valhalla too. Wrong. Did you die a violent and dreadful death in battle, fighting even with your dying breath?
(It brings to mind a sketch from Monty python, the Black Knight)

On that note; I have seen post about children and babies going to Valhalla…REALLY? Come on a child or baby fighting all day everyday in Valhalla is that really what people think? What about as it should be them having a nice place in the afterlife where no harm would become them? That place is Hel….”OH no my baby won’t go to Hel”. Why not? Unless you are one of the scum that have been deemed unworthy to enjoy an afterlife or earned a place in Folkvangr or Valhalla then why not? Hel can be a nice place for those who have committed no wrong, or have died from an illness or old age, and have not died in battle. Oh right the fact that many modern Heathen’s (converts) are still holding to very Christian beliefs of good and bad Heaven and Hell….Well as I said if the souls have committed foul deeds like murder and oath breaking etc, then Naströnd awaits (that is the side of Hel nobody wants to see…) if they have done no harm to any or have not done any
foul deeds well they get to sit in a beautiful hall and sevrved good food and enjoy a great afterlife.

Okay so we covered the first reason you may not go to Valhalla….so now

Secondly maybe you died in battle Heroically and got the attention of the Gods, what happens if Freyja decides she wants you in Folkvangr? After all she gets the first pick of all whom have died in battle, she doesn’t want the psycho’s that Oðin takes, she takes the ones that died fighting especially hard against all the odds, not for glory’s sake but for something greater.
So put it in this context Oðin takes the insane cannon fodder, and Freyja well she takes the ones that do what they do for something other than themselves.

So to finish off and recap…..dying in your sleep, old age or illness will not get you into Valhalla no matter if you fought off a cold or cancer (I can be insensitive). Hel is not a bad place so long as you are a good and honourable person.

If you manage to go to Valhalla it is a personal thing, do not expect to meet family or friends there, you will probably be severed from all those burdens before hand, (there was a story of a man whom marked himself for Oðin so he would be seen in battle and taken by the Valkyr to Valhalla, his wife left him and his family said he was dead, even though he wasn’t. I can’t remember where I saw this or heard this story. Sorry) so Ol’ one eye will unburden you if you are to go there. Besides getting noticed by Ygg himself will end in your violent and mostly unexpected death….because as we know he is not that caring.

Þórr e Jormungand: uma reflexão

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Texto por Sonne Heljarskinn
Originalmente postado no facebook

O mito da intriga entre Þórr [Thor], o Vermelho, e Jormungand e suas batalhas frequentes nos transporta àquele mundo da vasta sabedoria não-escrita dos povos do Norte.

O Campeão dos Deuses, filho da Terra e do Furor, criado por Aquela que Tece as Nuvens, é o Trovão; aquele que marcha sempre contra a serpente que dá a volta na Terra-do-Meio, embora não a destrua.

Há ali quase que uma equivalência de forças; o Trovão é o filho do deus multifacetado, que abrange desde a morte, sabedoria, magia até a guerra, e, por outro lado, também tem pulsando em suas veias parte da mesma essência dos gigantes que envolve igualmente os filhos de Loki e a obscura giganta da Floresta-de-Ferro, Angrboda, dos quais Jormungand faz parte.

Þórr contra Jormungand é uma luta de eras, um duelo de forças naturais poderosas tentando se equilibrar. Thor gosta da humanidade; ajuda a protegê-la, e a manter a harmonia em seu mundo. Sabemos que a Serpente-do-Mundo não é *apenas* caótica; para além da dualidade maniqueísta pós-heathen que foi-nos imposta, podemos perceber que esse grande monstro é responsável por manter os mares contidos entre seu corpo gigantesco, e que as pescas de Thor talvez não fossem senão uma forma de disciplinar essa força irascível, enquanto o dia do grande crepúsculo, dos deuses e do Universo que se prende ao Grande Freixo de Yggdrasil, não tenha chegado.

As grandes aventuras de Þórr contra a serpente, por outro lado, nos inspiram a coragem; a vitalidade, o desejo de viver e desafiar; fazer-nos ter ciência da força inestimável da luz rápida, porém profunda e poderosa que, assim como o Trovão, é a nossa existência perante as eras incontáveis: e que devemos provocar aquela força que nos envolve, mas que apesar disso, precisamos controlar antes que subleve-se contra nós… e deixe escoar o mar de nossa existência rumo ao Ginnungagap do esquecimento ou desonra.

Bindrunes Nórdicas

Publicado originalmente por Justin Foster.
Tradução por Sonne Heljarskinn.

Runir Seu Danica, O Worm, 1651, p117.
Runir Seu Danica, O Worm, 1651, p117.

A palavra bindrune significa a ligação [binding] de duas ou mais runas. Elas ocorrem intermitentemente em escritos rúnicos, no entanto, era predominante em escritos nórdicos e raramente em anglo-saxões. A finalidade usual era abreviar a escrita mas em alguns casos foi usada esconder o que foi escrito.

Inicialmente usadas durante a Era Viking em lápides nórdicas gradualmente caiu em desuso, juntamente com todos os outros escritos rúnicos, exceto na Islândia, onde a tradição continuou. Não só eles foram usados lá com a finalidade de escrever em geral, mas eles também foram usados na magia, incluindo encantos, feitiços e seus Galdrastafir – símbolos mágicos.

Runir Seu Danica, O Worm, 1651, p120.
Runir Seu Danica, O Worm, 1651, p120.

Ole Worm fez um extenso estudo de runas e escreveu no Runir Seu Danica latino, uma seção sobre bindrunes que ele chama “jugationibus“. Ele fornece um exemplo mostrando um glifo do nome “Olafur”, e depois dá uma extensa tabela de combinações possíveis.

Isso demonstra claramente como bindrunes são de dois tipos. Uma delas é uma sequência de várias runas para ser lida de cima para baixo ou de baixo para cima ao longo de uma única haste. O outro é um caso mais simples de duas runas usando sua haste principal para voltar atrás. Não inesperadamente, a A-runa “ᛆ”, a O-runa “ᚮ” e a U-runa “ᚢ” foram as mais comuns a serem usadas.

IS IR; 153 (I) – Lápide de Stórholt, Condado de Skagafjarðar, 1600

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 Transcrição  hie·r : Huile·r : unde·r : tHomas : BRanda·r : s·o·n : huors : sHal : ed [–]d [:]
uardueite : unde·r : sinne : blessan : a
 br-storholt-stone
 Transliteração  Hér hvílir undir Thómas Brandarson, hvörs [hvers] sál eð Guð
varðveiti undir sinni blessan a[men]
 Tradução  Aqui abaixo repousa Thómas Brandarson, cuja alma permanece com Deus
Mantenha sob a sua bênção, Amém

Datado do século XVII, esta lápide rúnica tem alguns caracteres usando letras latinas (o “H” e o “BR”), bem como várias bindrunes. O bind “er” aparece várias vezes e emprega sobreposição considerável das runas “e” e “r”, o “son” mostra que a colocação de runa (por exemplo, uma ordem de cima para baixo) não é rigorosa e com o bind “ar” nem é a direção que uma runa está se voltando (à esquerda ou à direita). Essa última regra exigiria cautela devido à runa “a” ser um espelho da runa “n” e a runa “t” sendo um espelho da runa “l”.

Também digno de nota é a runa “s” estranha visualmente na palavra final “blessan”. Tem sido sugerido que estas são em vez disso, runas “z” muito raras. Finalmente, eu não consegui encontrar qualquer cidade de Stórholt em Skagafjarðar ainda que as fontes afirmem que a pedra foi encontrada enterrada no pátio da igreja Stórholt em 1918 e mais tarde transferida para o Museu Nacional.

IS IR;145 (I) -Fragmento de Lápide, século XVII

 ru-island-holt1a
 Transcrição: her × hu·i·l·e·r × to·rfe × [bia·r·n]
Transliteração: Hér hvílir Torfi Bjarn[a sonr].
Tradução: Aqui descansa o filho de Torfi Bjôrn.
 br-huiler-stone

Também do século XVII, esta é uma de duas partes encontradas perto da porta da igreja da paróquia de Holt no condado de Ísafjarðar na Islândia. Desenhos passados mostram que a segunda peça tinha o nome de Bjarn também escrito com uma bindrune.

ÍBR 64 8vo Samtíningur, II. hluti, Ísland 1813

 ibr64-8vo-71-72
 ÍBR 64 8vo, 71v & 72r
 Nokkur rúna og villuleturs stafróf.

(Algumas runas e alfabetos de letras alternativas.)
Diversas bind-runes estão copiadas no Galdrakver LBS 4627 8vo, também do século XIX.

JS 149 fol – século XIX:

 js149fol-24r  js149fol-66r  js149fol-108r
 JS 149 fol 24r  JS 149 fol 66r  JS 149 fol 108r
 Samtíningur um rúnir úr fórum Jóns Sigurðssonar; Denmark, ca. 1830-1870.
(Miscelânia relativa às runas, guardadas por Jons Sigurdsson …)

Einkaeign Stafabók:

 einkaeign-30v
 Rún pág. 30v
 einkaeign-34v
 Rún pág. 34v
 Rún, rúnaletur o.fl. ritað fyrir Magnús Steingrímsson, Hólum í Staðardal 1928.
(Runas secretas e caracteres rúnicos, etc., escritas para Magnus Steingrímsson …)

Não é surpreendente que as bindrunes encontraram um lugar na cultura moderna para encantos, palavras de significado em tatuagens e outras simbologias. No entanto, é desconcertante que atualmente os caracteres rúnicos usados são anglo-saxões e não noruegueses ou islandeses, e os significados atribuídos a runas são derivados de origens anglo-saxônicas ao invés dos bem documentados poemas de runas nórdicos.

Heathen Denominations

by Lēoht Steren, Thyle of Hvergelmir International
Edited and complemented by Sonne Heljarskinn

A Brief Definition of Heathenry:

Heathenry is a modern religion inspired and informed by the cultural religious practices of the pre-Christian Germanic peoples of northern, western and central Europe. Within this modern (and still emerging) religion, we can find numerous denominations that take various approaches based on varying levels of historical study and modern innovation.

Heathen Denominations

Asatru

“Asatru is an expression of the native, pre-Christian spirituality of Europe. More specifically, it is the Way by which the Germanic peoples have traditionally related to the Divine and to the world around them.”
http://asatrufolkassembly.org/

Ásatrú (Iceland)

“Ásatrú or heathen custom is based on tolerance, honesty, honor and respect for the ancient cultural heritage and nature. One principal ideal of the custom is that each person is responsible for themselves and their actions.”
http://asatru.is/

Åsatru (Norway)

Åsatrufellesskapet Bifrost is a religion for modern Åsatru, mainly built on the pre-Christian religious traditions here in Scandinavia. We want to create a viable forum for those interested in Åsatru, and to promote the understanding of culture, art and traditions with roots in pre-Christian times. We will take care of the heathen heritage and keep it alive and updated. We will do this through practice based on both source investigation and innovation in a heathen understanding of the history, ethics, myths and powers.” https://www.bifrost.no/om-bifrost

Esetroth

A translation of Icelandic Ásatrú to English. Literally translating to “Ēse-faith”.

Firne Sitte

“It is a world view, or rather a religion, which is alive among some people here, something which is usually excluded and partly dismissed from outsiders as a vacation. It is, however, a complete religion with a comprehensive spiritual and philosophical tradition. Our custom is habit and culture. Customs are expressed in traditions, festivals, forms of life, and values.”
http://www.firne-sitte.net/

Forn Sed (Norwegian)

“Foreningen Forn Sed is a religious society for those who believe in the Norwegian folklore, the spirits and entities the folklore represents, in addition to gods and other beings from the Norse pantheon. The purpose of the society is keeping alive the old traditions, beliefs and ways, and making interest for the popular faith and the Norse cultural heritage.”
http://www.forn-sed.no/main/english/english.htm

Forn Sed (Swedish)

“Samfundet Forn Sed Sverige (Forn Sed Sweden) is a religious organisation based in Sweden. We practice pagan religion, inspired by pre-Christian Norse and Germanic tradition and myth, adapted to our time and our lives. “Norse Paganism has many names. Nineteenth century scholars called it “Ásatrú” (“Belief in Æsir”). Many practitioners and current literature use this name, although many prefer the term “Forn Sed” (“Old Way/Old Custom”) or simply “Sed”. “Forn Sed is a spiritual path with roots in pagan practices and lore. Our beginnings are found in nature and life.”

Forn Siðr (Danish)

“Belief in Norse mythology is today called Asatru. This term was coined in the 1800s, Grundtvig. The ancient Asatru did not even have a name for their faith. In religion changed around 1000, originated the term “hinn forni Siðr” – the degraded sperm, or the old custom. “Nearly 1,000 years after November 15, 1997, held twelve people the founding Everything for what is today called “Forn Siðr – Asa and Vanetrosamfundet in Denmark”. “From then working religious community Forn Siðr, again making the degraded sperm for a real alternative to other faiths. On 13 December 1999 we applied therefore for official recognition as a religious community in Denmark – It took almost four years; November 6, 2003 approved Church Minister Forn Siðr as a religious community.”

Fyrnsidu

“Fyrnsidu is an Old English term meaning “The Old Ways”. We use this term today to refer to the spiritual and religious practices of the so-called “Heathen” Germanic peoples, specifically, the Anglo-Saxons. These ancient peoples had a way of life that recognized the interconnectedness of all things; the physical, spiritual and mental realms, and the natural cycles which govern all living creatures. This way of life was, and still is highly ethical and holistic. Fyrnsidu is not an historical recreation, it is a living religion based o¬n the tenets and world-view of the “Heathen” Germanic peoples. Our way is not an anachronism, although we draw great strength from the traditions of our ancestors. Rather, Fyrnsidu is a dynamic, growing faith for the present, but deeply rooted in the past.”
http://fyrnsidu.com/node/1

Irminenschaft

Irminenschaft represents the German Heathen expression as it has evolved over the centuries. It is the spiritual and cultural expression of those who hail from bloodlines of German descent (including both High- and Low-Germans). Our triuwa (faith, fidelity, loyalty) is not a retro-Heathen endeavour, nor is it a “wake up this morning” New Age ideology proper, but a viable, living approach to ancient thau (custom) and practice as is has been handed down to us. Thus, it is as pragmatic and alive as are the Volk (people) that carry on its traditions. The ethnic Being of the Germanic Volk is a complex manifestation- one that exists today as a result of Rita (Cosmic Law) as well as the socio-political history that has affected us.
http://irminenschaft.weebly.com/what-is-irminenschaft.html

Odinism

“Odinism is an entire and whole system – a way of “being”. It is concerned with all aspects of our folk – cultural, historical, ecological, mystical etc. etc. It is concerned with the ethics of social behavior, our relationships with one another and nature, with the whole of life.”
http://www.odinic-rite.org/main/faq/

Ôðalism

“Ôðalism is in the strictest sense an ideology based on blood (of the native population) and soil (the homeland of the native population); protecting, promoting and if necessary reviving the customs, traditions, world view, values and religion that naturally came from each particular population in their homeland. It can be applied to each and every people on this planet, and will also be different to each and every people on this planet, because they are in essence different from each other.”

Rökkatru

“Currently, at this time, Heathenry (reconstructionist Norse/Germanic religion) prefers to limit itself to worship of the Aesir and Vanir. Northern Tradition Pagans, however, believe that Gods are not divided into categories of “good” and “bad” Gods. They are all worthy of honor, and we honor all of them.”

Þéodisc Geléafa

“Þéodisc Geléafa, more commonly called Theodish Belief, or Theodism, is a religious movement rediscovered by Gárman Lord on the night of July 4th, 1976 C.E, in Watertown, New York. Unlike other present-day Pagan movements, Théodish Belief constituted contemporary Heathendom’s first truly earnest effort to reconstruct, as authentically as possible, the ancient, ancestral Teutonic religion – that of the Anglo-Saxons in particular. ” Reconstruction is an integral part of Théodish Belief, yet Théodish Belief is more than a reconstructionist approach toward Heathendom. Théodish Belief is a religious tradition. There are now nearly forty years of wyrd and thew unique to this great experiment we call Théodish Belief – wyrd and thew that are as much an essential part of Théodish Belief as its reconstructionist approach. You can have Reconstructionist Heathenry without true blót, shaftcunning, maincraft, Right Good Will, the Three Wynns, sacral kingship, or any ties to the Witan Theod, but such would only be Reconstructionist Heathenry. It would not be Théodish Belief.”
http://ealdrice.org/theodish-belief-oft-askings-frequently-asked-questions/

Thia Frankisk Aldsido

“Thia Frankisk Aldsido is by virtue of being what it is, a civic tradition of Frankish heathendom, post-tribal and just-prior to their conversion to Catholicism. By “civic tradition” what is meant is that the primary focus of the tradition is the restoration of the societal paradigm within which the Frankish people lived in the Merovingian age. This social paradigm was a peculiar admixture of vestigial Roman civic institutions, co-opted by the ruling Merovingian Franks, and Gemanic feudal patrimony.”

Þursatrú/Jötnatrú (Thursatru)

“Thursatru means basically THE BELIEF IN THE THURSES; it is the name of the religion, traditions and praxis associated with the anti-cosmic giant-race called þursar (anglicized to thurses, pl.). With the usages of the Old Norse plural form þursar it aims at the thursian powers, the true essences of the darker and adverse aspects of the giant-clans in the underworld and beyond.”
http://www.ekortu.net/docs/thursatru.pdf

Urglaawe

“Urglaawe is a tradition within Heathenry that is derived from the living Deitsch (Pennsylvania German or Pennsylvania Dutch) folk culture. “Broken down and translated, “der Urglaawe” literally means “the original faith” in the Deitsch language. Our focus is on the pre-Christian religious and cultural undertones that still flow through the Pennsylvania German culture. Although the Pennsylvania Germans did not exist as a distinct ethnic group during the pre-Christian era, our ancestors brought with them many Heathen practices that continued to flourish here after the Diaspora into the Americas.”

Vanatrú

“Vanatrú means “Faith in the Vanir”, just as Ásatrú means “Faith in the Æsir”. Those who practice Vanatrú generally find that their practice is reflective of a long time dedication to one or more of the Vanic Gods and want to explore this in a fuller context, looking at things in as historical a context as possible. The most well known of all the Vanic Deities are, Freyja, Freyr, and Njord due to their association with the Æsir, as well as Nerthus their mother. “As the Vanir have command over the elves, magic and wights are a significant focus of Vanatrú.”

http://heathenry.wikia.com/wiki/Vanatr%C3%BA

Wodenism

“The Woden Folk-Religion or Wodenism is part of the overall Odinist, Wotanist, Asatru movement that is Folkish in essence and form, though we do not follow the more ‘universalist’ forms that are not Race-Conscious but suggest that anyone can take up this religion. Wodenism is Race-Conscious because we believe that race has importance in this world especially in view of the destruction of our Folk that has taken place due to two devastating world wars and the alienation of our Nation.” http://wodensfolk.org.uk/folkreligion.html

Wotanism

Wotanism is the name of a racial religion promulgated by David Lane. Wotan is the German name for the Germanic god known in Norse as Odin. Based on the essay entitled Wotan by Carl Jung, the term Wotanism in modern times heavily emphasizes white supremacy and National Socialism (NS). W.O.T.A.N. is an acronym for Will Of The Aryan Nation, used by some Wotanists. Unlike Germanic neopagans, most Wotanists emphasize dualism and view the Gods as Jungian archetypes. “Wotanism is a ancestral ethnic European faith. We focus on the principles of Folk, faith, and family. Anything other than those concerns are irrelevant. We are polytheists and we believe in the teachings of the Eddas”.

O que caracteriza o Paganismo Germânico?

Muitas pessoas procuram as diretrizes que compõem o paganismo germânico (ou “Ásatrú”, “Forn Sed”, entre muitos outros nomes), aquilo que o estrutura e guia, e assim se voltam para as Nove Nobre Virtudes. Cunhadas na década de 1970 pelo grupo Odinic Rite a partir do Hávamál, considero-as muito gerais e universais para serem tomadas como autenticamente pagãs. Por isso, discutirei aqui o que para mim são as características principais do paganismo germânico, que o diferenciam não apenas de outras religiões como também de outras manifestações pagãs.

Imagem destacada: lemuren

Uma das principais características do paganismo germânico desde eras antigas é justamente uma que torna difícil de apontar o que definitivamente o compõe: a pluralidade. Tribos e condados vizinhos poderiam seguir o mesmo panteão, mas com ritos, enfoques e costumes completamente diferentes; e hoje em dia, esta liberdade ainda é buscada e mantida, com diversos grupos usando variadas abordagens. Para uma religião lembrada como sem dogmas(ou pelo menos muito poucos) e sem livro sagrado, pode ser difícil traçar suas diretrizes. Por isso, é muito importante destacar que embora observe as características que aponto aqui em diversos grupos e lugares, elas não são seguidas a risca por todos e podem vir da minha própria visão do paganismo.

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Valhalla, por Carl Emil Doepler (1905)

A primeira de todas é uma relação mais direta com os deuses. Durante a Era Viking, os povos escandinavos não possuíam sacerdotes; os ritos familiares eram comandados pelo pai e a mãe, enquanto os públicos eram responsabilidade da nobreza e normalmente conduzidos pelo jarl local. Quando a figura do goði ougyðja (respectivamente, “sacerdote” e “sacerdotisa”) surgiu na Islândia, era mais como um cargo político que espiritual. Embora muitos grupos atuais usem estas nomenclaturas para seus líderes, eles não podem falar pelos deuses; cada um deve buscar sua própria forma de estabelecer um relacionamento com os deuses, sem a necessidade de um intermediário. Muitos dizem que o Ásatrú possui uma relação de amizade com seus deuses, onde ambos negociam os termos da relação.

O Ásatrú também não possui um objetivo transcendental; seu enfoque está no presente. Por suas origens a partir de um povo pragmático e a noção de Wyrd, o pagão germânico não está buscando uma iluminação ou preocupado com um destino após sua vida terrena. O “aqui e agora” é considerado uma dádiva, e Miðgarðr um mundo belo e sagrado. O culto à natureza também é uma característica bem presente, herdada da vida agrária dos escandinavos e mantida pelo respeito à Miðgarðr; este culto pode nos ensinar sobre os padrões cíclicos do mundo e da própria vida, no qual a morte é vista como parte e apenas uma “mudança de estado”, sem haver uma possível punição nos esperando após.

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Outra herança dessa época que se mantém presente é a valorização da comunidade. Este valor era expressado pela palavra friðr, que pode ser entendida como a harmonia entre o indivíduo e o seu entorno – sua família, o local onde ele mora e o sagrado. A partir disso e da noção de Wyrd também podemos tomar como característica a observação do peso de nossas atitudes. O pagão nórdico precisa sempre refletir as consequências de seus atos, tanto como Orlög pessoal quanto na forma que irá repercutir no ambiente externo. Por isso, ao causar danos para alguém, espera-se que um pagão tome atitudes para reparar seu erro ao invés de apenas esperar ser perdoado.

Estas são apenas algumas das características que compõem e orientam o paganismo germânico. Novamente reforço que são baseadas em minha observação e vivência como Ásatrú, e não devem ser levadas como definições absolutas. Em cada local que se manifesta o paganismo se adapta, adquirindo novos aspectos adotados pelas pessoas que o trazem. É importante nos atentarmos àquilo que o fazem único, diferente inclusive de outas religiões pagãs.

Sjáumst bráðlega!

Fenrir e a anti-ordem

Texto por Sonne Heljarskinn
Publicado originalmente no facebook

A pedidos, tentarei fazer uma análise da figura de Fenrir. Sei que não será o suficiente para explicar todos os aspectos dessa figura, ou mesmo com detalhes cada um deles, mas uma explicação menos comum é necessária.

O lobo Fenrir, um dos três filhos bestiais de Loki e Angrboda, é sem dúvida aquele que carrega traços mais destrutivos. Desde seu nascimento é apresentado como uma catástrofe. Uma fera que apenas Týr, deus símbolo da bravura e coragem dos guerreiros, da honra e dos destemidos, somente um deus dessa envergadura era capaz de alimentar.

Mas não podemos falar de Fenrir sem falarmos dos lobos mais especialmente. Ao contrário dos dias atuais, é pouco provável que as virtudes das tribos humanas pudessem ser vistas em conformidade com aquelas dos lobos. O lobo representa a rapina, a solidão, o banimento da comunidade, coisas que eram necessariamente negativas, pois dispendiosas ou antissociais. Mesmo os lobos de Óðinn têm um significado semelhante: enquanto os corvos representavam o domínio sobre a memória e o pensamento, os lobos representavam o perigo apaziguado, as criações protegidas do ataque de feras, a fome sob controle. Não são os lobos – mas o fato de ter-lhes amansado – que confere poder a Óðinn.

Fenrir representa o potencial destrutivo do arranjo de coisas na mitologia nórdica. Ele é o matador de Óðinn, o deus ordenador, e tudo o que os Æsir conseguem fazer é prender Fenrir numa corrente curiosa, chamada Gleipnir, pois ela era feita do cuspe de uma ave, os nervos de um urso, o fôlego de um peixe, a raiz de uma montanha, as barbas de uma mulher e o som da queda de um gato. Coisas ou inexistentes ou muito difíceis de se conseguir que nos fazem pensar o quão imaginária não era essa corrente: e o quanto Fenrir não ficaria preso nas próprias ilusões.

Apenas pela mentira seria possível controlar Fenrir. Somente com a perda da mão do guerreiro mais bravo, que já não empunharia espadas como antes. Coisas que tem um alto preço: o Ragnarök. Mas, uma vez amarrado, o lobo Fenrir não é executado. Óðinn sabe de sua determinação, daquilo que fora designado em seu örlög. Seria inútil lutar contra o fim – restava “atrasá-lo”, ou talvez, simplesmente fazê-lo ocorrer na hora certa.

Então se a ilusão (Gleipnir) é aquilo que segura o fim (Fenrir), por outro lado nem mesmo aqueles que criaram o Universo, segundo os antigos mitos, estavam livres do desaparecimento, como uma grande árvore que vê muitas e muitas colheitas ao seu redor, enquanto ela mesma floresce e dá frutos, mas sabe que suas raízes não permanecerão eternamente no solo. Junto do lobo bestial vêm os gigantes de gelo e fogo, após quatro longos invernos, dar cabo dos deuses conhecidos em sua quase totalidade.

Fenrir é então o símbolo de que tudo o que vive, carrega em si a semente de sua própria destruição. Assim como Hel que é metade morta, Fenrir é inteiro destruição; e somente a Vingança, representada por Vidar, é capaz de restituir ao cosmos sua ordem original. Apenas com a Vingança o clã é protegido. Apenas com a vingança as coisas se renovam.

O local de Fenrir na mitologia nórdica é muito especial e destacado. Apesar de ser uma força caótica, seu mito reflete sua necessidade e inevitabilidade. Não existe ordem sem caos. Não existe justiça sem dívida. Não existe honra sem morte gloriosa. Não existe vida sem um clã, e sem se doar por ele.