11-16 (Culture of the Teutons)

[Por Vilhelm Grönbech – Tradução de Sonne Heljarskinn]

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Externamente, os nórdicos parecem ter algo da mesma violência elementar, não refletida, a mesma inquietude apreensiva que levou o mundo culto a carimbar seus parentes do sul como bárbaros. Impiedoso e impulsivo, para não dizer obstinado, em sua auto-afirmação, agindo no fôlego do momento, mudando de um plano para outro – a mente política fria poderia encontrar semelhança considerável entre os bandidos germanos e os piratas do norte. Mas nosso conhecimento mais íntimo nos permite discernir a presença de uma vontade controladora e unificadora sob o exterior inquieto. O que, à primeira vista, aparece, mas sem vislumbre mostra, em uma inspeção mais próxima, como uma luz mais estável. Na realidade, esses vikings têm muito pouco dessa falta de direção que pode ser caracterizada como natural. Há mais de economia calculadora neles do que de mera força gastadora. Os homens têm claros em suas mentes tanto fim e meios, vontade e poder. Embora pareçam estar se afastando em direção a um objetivo definido, eles ainda têm dentro de si um objetivo que não se desvia como a bússola, inalterável por mais que eles possam virar. Continuar a ler

O Caminho às Runas

Texto por Ravn

Publicado originalmente em Platinorum.

Uma polêmica presente no meio Ásatrú é se existe algum tipo de “iniciação” necessária para usar magia nórdica, especificamente as runas. Normalmente quando falam sobre isso estão pensando em um ritual passado por outra pessoa – algo mais característico de ordens herméticas que do paganismo. Na minha opinião, existe um processo iniciático porém não desta forma; é algo interno, que nos é descrito na sessão do Hávamál chamada de “Rúnatál”(“Canção das Runas”, o trecho entre os versos 138 e 145 do poema). Discutirei aqui o meu ponto de vista sobre o assunto. Continuar a ler

Do caminho para si mesmo na Ásatrú

Sonne Heljarskinn

O paganismo germânico no Brasil, e não só aqui, tem sido tratado muitas vezes de forma equivocada. E uma delas diz respeito ao que as pessoas esperam dele.

Apesar do título, este não é exatamente um texto místico. Quero dizer, não que o antigo caminho (Forn Siðr) não desenvolva o conhecimento de si mesmo e o aprimoramento “alquímico” (repare bem nas aspas antes de ler o que está dentro delas). Não que, por semelhança com métodos mágicos, ele não exija uma mudança de hábitos. Mas, bem, não se trata apenas de se ver como pagão, de consumir produtos que hoje em dia são direcionados a consumidores que se autodenominam pagãos. Não se trata apenas de cultuar deuses pagãos, no lugar do deus da maioria das pessoas. A coisa é mais profunda. Bem mais. Continuar a ler

Introdução: Cultura dos Teutões [5-10]

[Por Vilhelm Grönbech – Tradução de Sonne Heljarskinn]

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Introdução

O termo germânico é normalmente usado para denotar o tronco racial do qual os escandinavos, os alemães modernos e os ingleses, são ramificações. O próprio nome é provavelmente de origem externa, dado por estranhos. Continuar a ler

Adolf Hitler e o Paganismo

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Tradução por Sonne Heljarskinn a partir do inglês do post da página “Norse Mythology”, que é de 18/04/2014, mas continua plenamente atual. Infelizmente fãs nazistas de Vikernes e Lusvarghi vão ficar desapontados com a posição do Führer acerca do paganismo/interesse em (reviver) antigas culturas pagãs:

HITLER ODIAVA PAGÃOS

O artigo da CNN de segunda-feira (14/04/2014) sobre os crimes de ódio repugnantes de domingo passado, cita um artigo de 1998 Southern Poverty Law Center afirmando que  o Odinismo “foi uma crença alicerce para os principais líderes do Terceiro Reich, e foi parte integrante dos ritos de iniciação e cosmologia da elite Schutzstaffel (SS), que supervisionou a rede de campos de concentração de Adolf Hitler”. Continuar a ler