O culto de Nerthus

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Autor: Dr. Gudmund Schütte.

Transcrição em Inglês: Alfta Lothursdottir.

Tradução: Sonne Heljarskinn. Revisão: Natália Freitas.


Rápido Prefácio

Sonne Heljarskinn

Ao leitor que venha a entrar em contato com este texto por motivos religiosos: ele é um compêndio histórico dos diversos cultos à fertilidade entre os povos germânicos. Mas não apenas isso. É um amontoado (muitas vezes desconexo) de informações. Ele requer atenção, e pesquisa posterior. Ao que me parece Schütte aqui não fez se não um plano para uma obra maior ou discussão mais ampla. Ainda assim, as informações aqui reunidas são valiosas para se direcionar pesquisas. É um texto complexo porque diz muito em pouco espaço, assim, exige paciência e concentração. Possivelmente também releitura. Mas eu aconselho. Fornece informações e conclusões históricas muito interessantes, tanto aos estudantes dos antigos germanos, quanto aos reconstrucionistas da religiosidade desses povos. Tendo em vista que este texto não é um “guia para um ritual a Nerthus”, o leitor não irá se decepcionar, principalmente se lhe apraz um enigma para resolver.

Agradecimento especial a Natália Freitas que se dispôs a revisar minha (falhíssima) tradução inicial. Bem como eu, ela sabe o quanto a fonte inglesa estava com erros de ortografia, concordância e elipses que tentamos preencher conforme a lógica assim nos fazia concluir. Foi um desafio e tanto traduzir este texto. E espero sinceramente que vocês gostem dele, e que auxilie nas pesquisas das comunidades Ásatrú e Anglo-saxonista brasileiras e falantes de português internacionais. 


  1. Introdução – Tradição

Nenhuma religião tem um lugar tão venerável dentro antigo saber mítico [myth-lore] do norte como o culto de Nerthus. Isto é percebido através dos textos mais antigos que qualquer outro culto dentro desse grupo de nações as quais eram chamadas em nórdico antigo de Got-thiod, em Inglês Antigo “EÞel Gotena” (Widsith) – nós aqui preferimos dizer: o grupo Gottonic (1).

O pequeno esboço que se segue não pretende ser um estudo especial sobre o saber mítico ou folk-lore. Ele simplesmente coleta aqueles fatos que involuntariamente se apresentam a qualquer aluno a que ocorre ler as provas em questão. Para particularidades sobre a discussão, veja os trabalhos dos especialistas, como o alemão: Müllenhoff; o dinamarquês: Axel Olrik; o sueco: Axel Kock; o inglês: H. M. Chadwick.

A base de nossas noções sobre o culto Nerthus é uma série de identificações linguísticas e mitológicas. Nerthus, principal deusa dos Anglos, é identificada com Niærth ou Niorðr, principal deus de algumas tribos escandinavas. O primeiro nome é o exato estágio linguístico mais antigo do último.

Niorðr é casado com sua própria irmã; eles têm um filho Freyr e uma filha Freyja, que em tempos posteriores herdam o lugar dos pais. Este par secundário de divindades é como uma ”emanação” do primeiro.

Freyr, também chamado Fricco, é aquele que transmite a paz sagrada, em nórdico antigo: fróða-friðr. Ele reaparece como um deus destronado no rei sueco Frø, e como o rei dinamarquês Frið-Fróði ou Frode Fredegod, o que transmite o fróða-friðr.

Freyr é chamado Yngvi-Freyr ou Ingun-ár-freyr, ou seja, o “senhor da Inguions”, “o senhor que concede a fertilidade dos Inguions”. Os Inguions são um grupo étnico, abrangendo especialmente Anglos, Jutos, Dinamarqueses, e (mais tarde?) Suecos. A continuação mais direta do grupo parece ser o Estado da Dinamarca. Toda uma série de aspectos característicos acompanham o culto mais ou menos de maneira geral.

A divindade é um símbolo de fertilidade: Nerthus, Niorðr, Freyr, rei Fróde, deus-Frede. A divindade é um símbolo de paz Nerthus, Niorðr, Freyr, Fröde, deus-Frede. Durante a festa da divindade todas as armas são ritualmente trancadas: Nerthus; um costume sueco, generalizado por Tácito. Durante a festa, a divindade visita os distritos do país, conduzida por uma carruagem: Nerthus, deusa da Hleiðrar [atual Hleithargath Lejre, Dinamarca] (hleiðrar = tendas), Freyr, Frode Fredegod. A divindade está escondida por trás dos véus de um dossel: Nerthus, a deusa de Hleiðrar; Hleiðrar (hleiðrar = tendas). O santuário fica em uma ilha, península, ou conectado com o comércio marítimo; Nerthus [encontra-se] em uma ilha no Oceano, Nærbjerg no isolado peninsular “Santidade” em N. Jutland, 2 Nærth-owæ (“Montes de Nerthus”) na ilha de Funen; residência de uma deusa nos Hleiðrar na ilha de Sealand, Niartherum na ilha de Sealand, ilhota Niærdholm perto da costa de Skane, residência mítica de Niorðr em Noa-tun, “cidade Naval”. (2)

Uma diferenciação ritual é observada, de acordo com o sexo da divindade: a Nerthus feminina como um sacerdote, o macho Nerthus (Freyr) como uma sacerdotisa. Cf. Tácito sobre o culto dos dioscures (“tveir lladdingjar“) entre os Vândalos: os sacerdotes têm vestido feminino.

Um motivo da morte aparece: a morte real ou desaparecimento da divindade está oculto para as pessoas comuns, ao passo que os sacerdotes continuam recebendo os sacrifícios: Freyr (duas tradições diferentes), Frode Fredegod. O mais provável é uma mera fortuidade que o mesmo recurso não aparece na tradição sobre a Nerthus feminina.

O elemento naval é enfatizado mais na tradição sobre Niorðr do que nas tradições sobre a Nerthus feminina e sobre Freyr.

O elemento de fertilidade é, no culto de Freyr, combinado com ritos fálicos. Esse recurso especial não aparece na tradição sobre a Nerthus feminina, mas é muito natural que ele fora eliminado aqui, pois não concordava com a tendência Tácito de idealizar os Gottons.

A maior parte das declarações acima são geralmente aceitas pelos especialistas.

Há alguma discórdia sobre a extensão do grupo dos Inguions. A maioria dos alemães identificam arbitrariamente o grupo com os anglo-frísios, excluindo os escandinavos. Outros alemães, como Rieger, Kosinna, têm mostrado a futilidade desta suposição. Nós aqui seguimos Chadwick, que coloca o centro dos Inguions exatamente em solo dinamarquês.

Vamos agora relacionar as diferentes provas principais.

  1. EVIDÊNCIAS SOBRE O CULTO.
  2. TÁCITO SOBRE O CULTO DE NERTHUS.

Em sua “Germania”, C. 40, Tácito fala de uma comunidade religiosa por trás dos Semnons e Langobardos, já pertencente parcialmente às “partes menos conhecidas do país Gottonic” (Secretiora Germanicæ). [Estes são] Os membros da comunidade [dos] Reudignos (Reudigni), Avinhões, Anglos, Varinos, Eudósos, “Suarinos” ou “Suardões” e “Nuitões”; os dois últimos nomes estão sem dúvida corrompidos – podemos corrigi-los por Charudes e Euthones, ou seja, “Harudes”, e Jutos. (Veja sob o III.)(3)

Não há nada de especial a dizer sobre essas tribos, exceto que eles adoram Nerthus conjuntamente, ou seja, a “Mãe Terra”. Em uma ilha no oceano há um bosque virgem, e é aí que [há] uma carruagem sagrada, coberta por um dossel. Ninguém está autorizado a tocá-la, exceto o sacerdote; ele percebe quando a deusa está presente no santuário; em seguida, ele coloca o gado do sexo feminino no carro e o segue com grande veneração. Então eles têm dias alegres, e estão festejando em todos os lugares, que a deusa honra com sua presença. Eles não começam guerras, e não tocam em armas; todo o ferro está trancafiado. Paz e bom tempo é a única coisa que eles conhecem aí e aspiram. E assim vai, até que finalmente a deusa se cansa da relação com os seres mortais e se retira para seu templo. Então, imediatamente o carro e as roupas, e, se pode-se acreditar, a deusa são lavados em um lago secreto. Escravos fazem o serviço de lavagem, e imediatamente depois eles são engolidos pelo lago. Daí é a origem do misterioso terror e a ignorância sagrada sobre aquilo que pode ser o que ninguém está autorizado a ver a menos que ele esteja preparado para morrer. “

3.TÁCITO SOBRE OS COSTUMES DOS SUECOS

Depois de descrever a forma como o republicanismo dos Gottons sulistas é substituída pela realeza entre os godos na Prússia, Tácito continua, tornando os suecos representantes de realeza absolutista. Os Sitons (= Kvænes), ao norte dos suecos, formam a parte superior do clímax, sendo reinados por uma rainha. Sobre os suecos, ele diz: “Eles dão muito valor à riqueza e, portanto, um único homem governa, sem exceções. As armas não são concedidas a ninguém indiscriminadamente, como entre os outros Gottons, mas trancadas sob a custódia de um escravo. Pelo oceano proíbem-se incursões repentinas de inimigos, e mãos de homens armados frequentemente golpeiam (‘lasciviunt’), quando eles estão ociosos”. Toda a descrição é, obviamente, devido a um relatório exagerado sobre a paz ritual durante os sacrifícios.

4.SNORRI SOBRE FREYR.

Em sua Saga Ynglinga, C. 4, e segs., Snorri, à sua maneira euhemerística, descreve o desenvolvimento religioso da antiga Suécia. Os primeiros deuses vernaculares foram os Vanes (Vanir). Estes devem depois fazer um acordo com um conjunto de deuses sulistas, chamado Ases (Aesir), que eram chefiados por Woden (Odin). “O mais proeminente entre os Vanes foram Niorðr e seu filho… Niorðr tinha tido sua irmã como esposa – isso era permitido entre os Vanes. Seus filhos foram Freyr e Freyja. Mas entre os Ases era proibido casar com relações de tal proximidade. Freyja era uma sacerdotisa que presidiu os sacrifícios (blót-gyðja); ela foi a primeira a ensinar a feitiçaria (seið) aos Ases, a qual foi utilizada entre os Vanes Niorðr de Noatunir (“Cidades Navais”) assumiu a regra entre os suecos, após a morte de Woden, e mantiveram-se os sacrifícios. Os suecos chamaram de seu senhor (dróttinn), e ele tomou presentes tributários deles. Nos seus dias houve relativa paz e abundância de fertilidade, de modo que os suecos acreditam que Niorðr determinou as colheitas e as riquezas dos homens. Niorðr morreu de doença; ele próprio permitiu a Óðinn [governar] antes de sua morte. Os suecos queimaram-no, e choraram junto à sua sepultura “.

Freyr assumiu o governo após Niorðr. Ele foi chamado de Senhor dos suecos, e levou ofertas tributárias deles; ele foi gentil, e o que concedeu bons anos, como seu pai. Freyr construiu um grande templo perto de Upsala, e assumiu a sua residência lá, dotando-a de todos os seus rendimentos e bens. Esta foi a origem da terra real de Upsala, que desde então tem sido preservada. Nos seus dias a “paz de Frode” começou, com a fertilidade nas terras. Os suecos atribuíram a Freyr, e, portanto, ele era adorado mais do que todos os outros deuses, de modo que as pessoas ficaram mais ricas. Sua esposa era Gerd, filha de Gymir; seu filho foi Fiolnir. Freyr também foi chamado Yngvi. Este nome foi usado por muito tempo como um título honorário dentro de sua família e os seus homens foram chamados Ynglings. Freyr finalmente ficou doente. Quando sua morte estava se aproximando, seus homens permitiram apenas poucas pessoas de vê-lo, enquanto eles próprios construíram uma grande colina com uma porta e três pequenas janelas. Quando Freyr estava morto, o levaram secretamente para dentro da colina, dizendo aos suecos que ele ainda estava vivo. Eles o guardaram ali por três anos, mas todos os tributos eles despejaram dentro da colina, o ouro através de um buraco, a prata através de um outro, e o cobre através do terceiro. Então, a fertilidade e a paz persistiram.”

“Freyja continuou os sacrifícios. Ela agora foi deixada como a única ainda viva dos deuses… Quando os suecos notaram que Freyr estava morto, e que nunca a paz e da fertilidade duraram tão pouco, eles acreditaram que iria permanecer assim, enquanto Freyr estivesse na Suécia; portanto não quiseram queimá-lo, mas o chamaram de “deus do mundo”, e trouxeram-lhe sacrifícios em prol da fertilidade e paz daí em diante. ”


Parte II

  1. OLAF TRYGGVASON’S SAGA SOBRE FREYR (Flateyjarbook II., 337):

O norueguês Gunnar Helming era suspeito de ter cometido um assassinato. Por medo do rei Olaf ele fugiu para a Suécia. Lá passaram a haver grandes sacrifícios em honra a Freyr, e seu ídolo tinha um tal poder que o diabo falou através dele, e [o ídolo] tinha sido dado a uma jovem esposa. As pessoas acreditavam que eles poderiam ter relação sexual. A esposa de Freyr era bonita (Gerda?), e ela tinha o domínio sobre o templo. Gunnar pediu-lhe por abrigo. Ela respondeu: “Você não está afortunado, pois Freyr não gosta de você. No entanto, fique aqui por três noites, e nós poderemos ver.”. Ele disse: “Eu prefiro ser ajudado por você do que por Freyr.” Gunnar era uma pessoa muito contente e animada. Depois de três noites, ele perguntou se ele poderia ficar lá por mais tempo. “Eu não sei exatamente”, disse ela. “Você é um pobre coitado, e ainda, ao que parece, de uma boa descendência, eu gostaria de ajudá-lo, apenas tenho medo que Freyr lhe odeie. Ainda assim, permaneça aqui metade de um mês, e podemos ver novamente”. Gunnar agradou os suecos bem por causa de sua animosidade e inteligência. Depois de algum tempo, ele falou de novo com a mulher de Freyr. Ela disse: “O povo gosta bastante de você, e eu acho que é melhor você ficar aqui neste inverno e nos acompanhar quando Freyr faz sua jornada anual. Mas devo dizer-lhe que ele ainda está com raiva de você”. Gunnar agradeceu-a imensamente…

Agora a época do festival havia chegado, e a procissão começou. Freyr e sua esposa foram colocados no carro, enquanto os seus agentes e Gunnar tiveram de caminhar ao lado. Quando guiando pelas montanhas, eles foram surpreendidos por uma tempestade e todos os servos fugiram. Gunnar permaneceu. Por fim, ele se cansou de andar, entrou no carro e deixou que os bois que guiavam se fossem como queriam. A esposa de Freyr disse: “É melhor você tentar e andar novamente, pois de outro modo Freyr se levantará contra você”. Gunnar fez isso, mas quando ele ficou muito cansado, ele disse: “De qualquer maneira, deixe-o vir, vou enfrentá-lo” Então surge Freyr, e eles lutam até que Gunnar perceber que ele está ficando mais fraco. Em seguida, ele pensa consigo mesmo que, se ele superar esse Inimigo poderoso ele vai voltar para a fé correta e se reconciliar com o rei Olaf. E imediatamente após [isso,] Freyr começa a dar lugar, e depois a afundar. Agora, este Inimigo salta do ídolo, e ele estava ali vazio. Gunnar partiu-o em pedaços e deu à esposa de Freyr duas alternativas: que ele fugiria, ou que ela poderia declará-lo publicamente ser o deus Freyr. Ela disse que estaria disposta a declarar o que ele gostaria. Agora Gunnar [estava] vestido com as roupas de Freyr, o tempo melhorou e eles foram para o festival. As pessoas ficaram muito impressionadas com o poder de Freyr, porque ele foi capaz de visitar o país em tal tempestade, apesar de todos os servos terem fugido. Eles se perguntavam como ele andava entre eles e falava como os outros homens.

Assim Freyr e sua esposa passaram o inverno indo a festivais. Freyr não era mais eloquente em relação às pessoas do que sua esposa, e ele não iria receber vítimas vivas, como antes, e nem oferendas com exceção de ouro, seda e boas roupas. Depois de meses, as pessoas começaram a perceber que a esposa de Freyr engravidou. Eles acharam isso esplêndido, e muitos esperavam grandes maravilhas do seu deus Freyr. Além disso, o clima estava bom, e parecia que haveria uma tal colheita como ninguém se lembrava de ter visto antes. Os rumores do poder de Freyr foram relatados para a Noruega, e também trazidos diante do rei Olaf. Ele tinha alguma suspeita da verdade e perguntou ao irmão de Gunnar, Sigurd, o que ele sabia sobre o exilado. Sigurd de nada sabia. O rei disse: “Eu acredito que este poderoso deus dos suecos, que é tão famoso em todos os países, não é outra pessoa senão seu irmão Gunnar. Por outro lado, aqueles que são os melhores homens onde vivem, são abatidos. Então te envio para a Suécia, porque é terrível saber que a alma de um homem cristão deva estar numa situação assim. Vou deixar a minha raiva, se ele vier voluntariamente, pois agora eu sei que ele não cometeu o assassinato”. Sigurd imediatamente foi para a Suécia e levou a seu irmão estas notícias. Gunnar respondeu:. “Certamente eu poderia voltar de bom grado, mas se os suecos descobrirem a verdade, eles vão me matar.” Sigurd disse: “Nós devemos secretamente te levar para longe, e certifique-se de que a misericórdia de Deus, da boa fortuna do rei Olaf é mais poderosa do que os suecos”. Então Gunnar e sua esposa preparam a sua fuga, levando com eles tantos bens quanto eles foram capazes de transportar. Os suecos saíram em perseguição deles, mas perderam o rastro e não encontraram-nos. Então, Gunnar e sua gente chegou na Noruega e foram até o Rei Olaf, que os recebeu bem e o fez batizar sua esposa.

  1. POEMA ÉDDICO SKIRNISMÁL SOBRE O AMOR DE FREYR POR GERÐ – Freyr aqui aparece como a encarnação do desejo sensual.
  2. ADAM DE BREMEN SOBRE FRICCO. – De acordo com Adam, os três deuses principais dos suecos tiveram um templo em Upsala. O mais venerado era Fricco, que foi representado “cum ingenti priapo” (com um imenso falo). O nome de Fricco pode conter a mesma raiz indo-europeia que Priapos (do latim, ‘’falos’’), mas pode ao mesmo tempo ter sido considerado como uma forma de estimação de “frið-goði”, “o bem-da-paz”.
  3. SAXO SOBRE O REI FRØ. – De acordo com Saxo, havia um tempo em que os suecos eram governados pelo rei Frø, que era um tirano cruel. Depois de conquistar um norueguês, o rei Siward, ele costumava levar consigo as esposas e filhas dos homens mais notáveis da Noruega, obrigando-os a uma variedade de infâmias. Por causa de sua crueldade e lascívia ele foi finalmente morto por Ragnar Loðbrók.
  4. SAXO SOBRE OS FILHOS DO REI FRØ. — O campeão Starkad, habitou por sete anos com os filhos do rei Frø na Suécia. Por fim, ele não podia mais suportar a dança lasciva e renitente que teve lugar em Upsala durante os tempos de sacrifício. Então ele partiu para a Dinamarca. [Não Rei Frø, mas o deus parece ser intuído diretamente.] O relatório prossegue com uma descrição dos ritos bastante semelhantes na corte do Rei irlandês, Hugleth, que é morto por Starkad e Haki. Snorri tem exatamente o mesmo relatório sobre a destruição do rei lascivo e sua corte. Mas aqui a cena é em Upsala. Entre o povo do rei Hugleik, Snorri também menciona feiticeiros (“seiðmenn”). É, obviamente, Snorri que preserva a localização correta; toda a tradição deve ser encaminhada para o culto sueco de Freyr.
  5. SAXO SOBRE O REI FRODE FREDEGOD. — O que Saxo relata em seu quinto livro sobre Rei Frode Fredegod é misturado com a fantasia das sagas islandesas de produção mais ou menos individual. Toda a estória das batalhas e conquistas de Frode precisa ser eliminada. O que resta é uma tradição ritual a qual pode ser resumida da seguinte maneira: Frode estabeleceu uma paz firme e sagrada (fróða friðr). A fim de manifestar sua firmeza, ele colocou tesouros destrancados perto das estradas elevadas em dois pontos da Noruega e também em Jutland. Ninguém se aventurou a roubá-los. Finalmente uma bruxa persuadiu seu filho a roubá-los para ela, e quando o rei partiu para punir o ladrão, ela se transformou em um peixe-boi (sea-cow) e chifrou-o com seu chifre. Frode morreu por causa ferida. Mas seus chefes embalsamaram o corpo dele, colocaram-no em um carro, e arrastaram-no em torno do país; então pessoas crédulas acreditavam que ele ainda estava vivo, e pagaram seus impostos como antes. O cadáver, afinal apodreceu tanto que eles não podiam suportar o mau cheiro; então eles o enterraram perto Værebro, na ilha Sealand. N. B. — Esta localidade fica próxima de Ud-Lejre, lembrando um nome do famoso lugar de adoração da Sealand.

Nós não levamos em conta os mitos sobre Gefn, Balder, e Rei Skjold, que foram considerados por vários estudiosos como estreitamente ligadas ao culto de Nerthus. Como a conexão não é estritamente óbvia, nós pensamos que é melhor deixar este material de lado.

III. LOCALIZAÇÃO DOS POVOS DE NERTHUS DE TÁCITO. – Tácito diz: “Germania”, c. 40: Nerthus adorada por Reudignos, Avinhões, Anglos, Varinos, Eudósos, Suardões, Nuitões. Santuário: uma ilha no oceano.

Grupo correspondente em Widsith: Rondings, Brondings, Wærnes, Eoves, Ytes. Os anglos são deixados de fora, como eles devem ser nomeados no final de toda a lista, segundo a lei de ”retrocesso”.

O Hapax legomenon Reudigni de Tácito sem dúvida deve ser lido Rendingi ou Randingi = os Rendings do Widsith. (4) Eles podem ter vivido perto do rio Gudenaa na Jutlândia do Norte; este rio deve anteriormente ter sido chamado Rand, desde que a cidade em sua nascente tem o nome de Randers, Randar-ós, “boca de Rand.” Além disso, há um delta próximo à Fredericia chamado Randsfjord.

Avionhões, Eowan, são também “moradores da ilha” ou “moradores do rio.” A primeira interpretação tem sido referido para as ilhas ao longo da costa da Jutlândia do Sul. Detlefsen, em Sieglin de “Quellen u. Alten zur Forschungen. . . Geographie “. Heft 8, Nachtrag, p 10, sugere que os Avionhões poderiam ser os habitantes de Abo Syssel em North Jutland, ou seja, os arredores de Randers e Aarhus Abo significa exatamente “Morador do Rio”. Se os Rondings moravam perto de Randers, a dita localização do Avionhões caberia muito bem. No entanto, devemos deixar provisoriamente a sugestão como uma vaga possibilidade.

Anglii, Anglos, são os habitantes do distrito de Angel da South Jutland, talvez também da costa leste vizinha de Holstein.


Parte III

Varini, Wærnes, no mapa de Ptolomeu, são colocados aproximadamente na atual Mecklenburg. Um dos principais rios do país até hoje é chamado Warnow; ele desemboca perto do entroncamento ferroviário bem conhecido de Warnemünde. O reinado do Varines foi arruinado pelos francos no ano 595. Os invasores eslavos posteriores que se estabeleceram perto do rio de Warnow chamaram a si mesmos de Varnabi; talvez a tribo pode ter sido um remanescente desnacionalizado dos Varinos.

Eudoses são como os Eudosbi de Ptolomeu (corrompido em Fundusioi). O mapa de Ptolomeu coloca-os na costa norte-oeste da Jutlândia, como vizinhos dos Charudes que viviam na costa leste. No tempo de César, Enduses e Charudes fizeram conjuntamente uma incursão em Gália. Nós não sabemos de nenhuma outra possível equação nativa além da tribo de Wederas no poema de Beowulf. Como os Euthungi são frequentemente chamados de Vithungi, e os Jutæ muitas vezes de Vitæ, não nos parece bastante excluir que um deslocamento semelhante dos sons iniciais pode ter ocorrido em Euduses-Wederas. O R podia ser com bastante regularidade desenvolvido a partir de um s articulado.

Suarinos ou Suardões são por Chadwick e outros combinados com os Varini como Su-varines, e novamente reencontrados na cidade Mecklenburgian de Schwerin. Devemos preferir corrigir Suarinos, Suardões por Charudes, pois estes são os vizinhos notórios dos Eudósos.

Os Charudes no mapa de Ptolomeu são colocados na costa leste da Jutlândia, e aqui eles são trazidos à mente pelo bairro medieval de Harz Hæret, hoje em dia Hads Herred. A maior parte dos Charudes, no entanto, se mudaram para a costa oeste, e vivem aqui como Hardboer, no distrito de Hard Syssel.

[A palavra] Nuitões é evidentemente corrupta. Pode ser melhorada em Teutões ou Euthiones. Os Teutões, de acordo com o mapa de Ptolomeu, são os vizinhos do Varinos, enquanto Mela colocá-los na ilha de Codanonia (Escandinávia?). Os Euthiones, que ocorrem em um poema de Venâncio Fortunato, 583, claramente seriam idênticos com os bem conhecidos Jutos.

Metade das interpretações acima, é verdade, são questionáveis, mas pelo menos Anglos, Varinos e Eudósos estão firmemente localizados, e isso é o suficiente para dar uma ideia da extensão geral da comunidade de Nerthus. Jutland em toda a sua extensão está incluída; isto é, tanto quanto ela pertence à esfera do Báltico; a parte sul-ocidental, por causa de sua relação com as regiões do Mar do Norte, parece ter pertencido a uma outra comunidade. Assim, a comunidade-Nerthus pertencia, além disso, a Mecklenburg, o território dos Varinos. Quanto às ilhas dinamarquesas, elas não estão diretamente mencionadas. Mas a “ilha no oceano”, sagrada na opinião de muitos estudiosos, é Sealand. E, de qualquer modo, não podemos saber se Tácito não tinha conhecimento da extensão da comunidade para além dos Cintos: para aqui o seu conhecimento geográfico era muito esporádico e pouco confiável.

IV . TOPÔNIMOS OU PEDRAS RÚNICAS QUE PRESERVARAM O CULTO DE NERTHUS

— Nærild em Varvith Syssel, West Jutland, antigamente uma aldeia igreja = Nerthus-hill? Njære, vicariato em Aabo Syssel, perto de Randers, = Niarthar-ví, “Santuário-de-Nerthus”. Nærbjærg, em Aabo Syssel, em Hælghænæs, o “Santo Cabo” = Carro de Nerthus? O “Santo Cabo” é, sem dúvida, o lugar mais apropriado para um culto marítimo em toda a costa da Jutlândia do Norte, tal como está longe em Kattegat, amplamente visível com seu banco íngreme, que é chamado Ellemandsbjerget, “a Montanha-dos-elfos” . “Pedra Rúnica, na ilha de Funen, mencionando Nora gothi (Nura kuÞi), de acordo com Magnus Olsen,”o sacerdote dos Cultuadores-de-Nerthus”. Nærthøwæ, agora N. e S. Næraa, no norte e no leste parte de Funen, = “Colina-de-Nerthus” Niartherum, agora Nærum, em N. Sealand, = “Local-de-Nerthus.” Närlunda, perto de Helsingborg na Scania = “Bosque-de-Nerthus.” Niærdholm, uma ilhota desconhecida perto da costa da Scania.

Nas províncias suecas superiores, topônimos, preservando o culto de Nerthus, são extremamente numerosos. Às vezes, eles estão agora singularmente distorcidos, como Mjerdevid, anteriormente Njærdevi; (H. V. Clausen). Também na Noruega, o nome de Nerthus é representado, exempli gracia, Njarðey, agora Næro é a bem conhecida Nærøfjord.

  1. EVIDÊNCIAS SOBRE O CULTO DO HERÓI ANCESTRAL, INGUO.

— Os Inguions, como já dissemos antes, foram geralmente identificados com os cultuadores de Nerthus. Devemos observar previamente que, segundo as leis Gottonicas antigas da nomenclatura, nenhum ser humano comum foi autorizado a levar o nome de seu próprio herói homônimo nativo, nacional nem gentios. Assim chegamos à conclusão de que os nomes epônimos, encontrados nas primeiras partes de linhagens antigas, têm uma certa importância sistemática: eles provaram os meios de indicar a classificação genealógica das famílias envolvidas. Isso deve ser lembrado de forma a compreender as evidências corretamente.

Plínio, Nat. Hist., IV., 96 e 99. Os lnguions consistem dos habitantes de Saevo (Noruega), além disso de Cimbrians, teutões, ou seja, habitantes da Jutlândia, e de Chauks na Hannoveria do norte.

GENEALOGIA DOS REIS ANGLOS DE BERNICIA — Woden — Beornec — Ing-ui. Canto Rúnico Anglo-Saxão. Ing era primeiro entre os Dinamarqueses do leste. Daí ele passou por cima da onda. A carruagem (?) correu atrás dele.

BEOWULF. – Os Skjoldungs ou dinamarqueses são constantemente chamados Ing-wine, ou seja, “amigos de Inguo”.

GENEALOGIA DOS SIKLINGS, que, de acordo com Saxo, emigraram de Götland para Sealand. Ungavin [é] o topo da genealogia = Ing-vin.

GENEALOGIA DOS YNGLINGS OU SKILFINGS, Reis da Suécia, cultuadores dos deuses chamados Vanes. Niorthr-Freyr (chamado Yngvi, Yngvi-Frejr ou Ingunár-Freyr) (Vana f.) Vanlandi (Skjalf f.) Yngvi.

VI.PRIMEIRA CONTRA PROPOSTA – VERIFICAÇÃO. CARÁTER DO LOCAL DO CULTO DE NERTHUS. — É uma questão de quanto dos ritos acima mencionados  são internacionais, e quanto de mais origem local [eles têm].

A procissão sacrificial de condução é claro que não é local. Voltamos a encontrá-lo com os lascivities, etc., em terreno Renana no ano de 1123 Rodulf’s Chronicon abbatiæ S. Trudonis lib. XI., see Kögel, Gesch. d. deutsch. Litt I., p. 23, Grimm Mythologie [3] 242, [4] III., 86).

A carruagem com imagens religiosas é encontrada em terreno Celta em Steiermark (Sophus Müller, “Urgesch. Europas”, p. 131, Hallstadt Period) e [no] solo dinamarquês perto do lugar Seelandês de Trundholm, pertencente ao culto do Sol (Müller, ibid , p. 116).

Sobreviventes de ritos sexuais sacrificiais foram encontrados na ilha de Helgoland tão tardiamente quanto no século XVII (Nathan Chytraeus).

Se devemos tentar rastrear a existência de mais características locais, gostaríamos de salientar a diferença de meios de transporte. Os distritos do Báltico, evidentemente, preferem o carro comum. Evidências: Nerthus, deusa de Lejre, Frode-da-Paz, Freyr, Bigas-Solares de Sealand. Podemos, talvez, adicionar o arado de Gefion como uma sub-espécie. Apenas uma instância do navio de condução é conhecida dentro desta região; existe o costume até este dia em Aarhus, a capital da Jutlândia.

A região teutônica do sul parece preferir a condução a navio. Tácito relata que uma deusa, “Isis”, é adorada pelos Swebians à semelhança de um navio. E mais uma vez descobrimos procissões a navio tanto em terreno Renano e no Tirol (Kögel). Como o símbolo do navio é inadequado para um país como o interior do Tirol, o costume pode ter sido levado para lá pelos Swebian “Adoradores de Isis”.

VII. SEGUNDA CONTRA-VERIFICAÇÃO. – EVIDÊNCIAS SOBRE TRIBOS NÃO-INGUIONICAS. – (A) Saxões. Um símbolo nacional deles é Saxnôt. A partir dele os reis do leste-saxão na Inglaterra derivaram, enquanto todos Jutos e reis Anglos são derivados de Woden. Outro deus nacional dos saxões é Er, que também é adorado pelos bávaros. Seu símbolo mais provável é o Irmin-sûl, “a enorme coluna,” adorada pelos saxões, que, portanto, parece pertencer aos arminhos, um grupo coordenado com os Inguions; os saxões, e os vizinhos Sigulons e Ambrons dos tempos clássicos aparecem na mesma relação com os Inguions como os saxões, Siggs e Ymbres de Widsith, não sendo mencionados dentro do grupo Nerthus.

(b) Swebians, etc. De acordo com Plínio, eles pertencem ao grupo dos arminhos, coordenado com os Inguions. Os bávaros na idade média lembraram sua origem a partir de Ermin ou “Armen”, que era, por conjectura aprendida, derivado da Armênia. O deus nacional Er é adorado da Saxônia à Baviera; daí o Ertag bávaro = terça-feira. Símbolo: Irmin-sûl? Compare aos saxões. O deus Woden é desconhecido para os bávaros; daí o alemão Mittwoch = quarta-feira. Uma parte dos Swebians, de acordo com Tácito, Germ. c. 9, adoram “Isis”, simbolizada como um navio. O navio-símbolo também encontrado na província do Rhine (perto de Aachen), e do Tirol, veja acima. O nome alemão de “Isis”.

Foi talvez Hulda, Frau Holle. Ela pode ter sido o complemento da Nerthus feminina.

(c) Frísios, etc. Um deus nacional deles é Forsete, presidente da “Thing” ou corte da lei, adorado especialmente em Helgoland, ou “Fosetesland.” Ele parece ser o mesmo que o Mars Thingsus, adorado por Tuiantes os habitantes de Twenthe, ao sul de Frísia Ocidental. Terça-feira em alemão é nomeado após Mars Thingsus: Dingstag, Dienstag; essa denominação é mais freqüente na Alemanha Ocidental e na Holanda. Os noruegueses em tempos mais tarde adotaram Forsete em sua mitologia, mas a verdadeira adoração dele não pode ser rastreada em solo escandinavo.

(d) Francos. De acordo com Plínio, as pessoas perto do Reno formaram um grupo chamado Istiones, ou Istvæones. A declaração é apoiada por um “Generatio regnum et gentium” do século VI, escrito em Gália; aqui os Francos aparecem como “filhos de Istio.” Mesmo que a genealogia não seja para ser creditada, a sua declaração sobre a tribo vernácular pode reivindicar por confiabilidade. Não sabemos nada sobre os deuses da Francônia locais de maior significado.

A evidência coletiva das tribos sul de Jutlândia parece mostrar que seu culto é caracterizado por aspectos especiais, em contraste com o dos Inguions. De qualquer forma, não encontramos nada que justifica a afirmação de que os Inguions pertenciam a um tipo do sul, limitado ao oeste dos países do Øresund e nitidamente contrastantes com o tipo escandinavo.


NOTAS:

(1) Os nomes comumente usados do grupo são – Godos, Teutões, Germanos “Como todos esses nomes são enganosos”, Germanos “tem cerca de 8 ou 9 significações – escolhemos a forma clássica “Guttones, Gothones” que hoje em dia nunca é usada, e pode, portanto, ser convenientemente privilegiada para significar o mesmo que em nórdico antigo, Got-thiod “todo o nosso grupo de nações.” Cf. nossa discussão com Karl Blind em volumes anteriores da “Saga Book”. Também o nosso tratado “Gottonic Names”, The Journal of Engl. e Germ. Philol., 1912. (Nota no original).

(2) Trecho de tradução dificílima. Há uma confusão geral neste parágrafo e tentei deixá-lo o mais claro possível. (Nota do Tradutor).

(3) Tácito, Gemânia C. 40: “Quanto aos Lombardos pouco são encarecidos: cercados de numerosas e valorosas nações, eles se mantêm em meio de combates e quase periclitam. Os Reudignos em seguida e os Avinhões os Anglos e os Varinos e os Eudósos e os Suardões e os Nuitões são defendidos pelos rios ou florestas. Nada de notável possuem em particular, ainda que em geral adorem Herta, que significa a mãe Terra, que intervém segundo acreditam nas coisas humanas e visita os povos.

Em uma ilha do Oceano há um bosque chamado Casto e há nele consagrada à deusa um carro coberto com um véu; apenas a um certo sacerdote é permitido tocá-lo. Ele sabe quando a deusa está em seu santuário e com profunda veneração (unção) a acompanha quando ela vai puxada por novilhos. Aqueles dias então são de alegria, estão em festas os lugares, quaisquer que a deusa considere dignos de sua vinda e visita( hospedagem).

Não vão à guerra, não pegam em armas; todo o ferro fica guardado (fechado); a paz e o repouso apenas são observados, então somente são amados, até que o mesmo sacerdote retorne ao santuário com a deusa, saciada da companhia dos mortais (homens).

Depois o veículo (carro), o véu e se quereis crer, a própria deusa, são lavados em um lago secreto; servem ao cerimonial escravos que ao depois o próprio lago consome (absorve). Do que um terror secreto e uma santa ignorância acerca da natureza do mistério que somente é desvendado aos que vão perecer (morrer)” (http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/germania.html#40). (Nota do Tradutor).

4. Chadwick, The Origin of the English Nation, p. 599, combina os Varini com o distrito peninsular de Varnæs de South Jutland, no bairro de Angel = “promontorium Varinorum em um documento do século XIII”. Não é totalmente excluída que esta sugestão de Müllenhoff poderia ser correta. Mas a afirmação de que as palavras citadas foram realmente encontradas em um documento, “Liber censo Daniæ” é falsa; devido a uma citação descuidada de Müllenhoff no tratado extremamente confiável de Seelman, em “Jahrbuch des Vereins für niederdeutsche Sprachforschung” 1886, p.31

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